Galleria dell’Accademia

Galleria dell’Accademia não fica em um prédio suntuoso em Florença. Na verdade, se não fossem as constantes filas, provavelmente todo mundo passaria batido por ele. E também, nem só de Davi ela vive.

É o quarto museu mais visitado da Itália, quase 1,5 milhão de pessoas o vistaram ano passado, e detém o maior número de esculturas de Michelangelo no mundo: são sete, entre elas o famoso Davi, que já ganhou alguns posts aqui.

Além do Davi, existem, claro, outra seções importantes, incluindo a mais vasta e importante coleção do mundo de pinturas feitas com ouro, além do museu de instrumentos musicais, incluindo alguns que pertenceram a coleção do Conservatório Luigi Cherubini.

Perto do hospital de San Matteo e do convento San Niccolò di Cafaggio, o grão-duque Pietro Leopoldo de Lorena fundou a Academia de Belas Artes, no final do século XVIII, reunindo várias instituições, como a Academia de Artes do Desenho, fundada por Cosimo I de’ Medici no século XVI.

Na Academia, os estudantes de arte poderiam encontrar obras de arte tanto originais quanto reproduções para basear o conhecimento e a imitação para a própria formação artística.

O núcleo original da galeria compreendia duas grandes modelos de gesso originais de Giambologna: o Rapto das Sabinas, ainda no local, e Alegria de Florença Que Domina Pisa, atualmente no Palazzo Vecchio.

Logo, a coleção foi se enriquecendo, especialmente com pinturas vindas de conventos e monastérios, e outras instituições religosas, incluindo obras de Giotto, Masaccio, Masolino, Verrocchio e Beato Angelico. Alguns foram transferidos para o Museu de San Marco.

A Primavera de Botticelli estava entre as obras da Academia, antes de ser transferida para os Ufizzi.

Antes de 1841, as obras eram expostas de forma confusa, quando o então presidente, Antonio de Montalvo, resolveu reorganizar tudo de forma cronológica. Antes, as obras poderiam chegar até o teto, tamanho o número de obras.

O Davi de Michelangelo chegou na Accademia somente em 1872, o que deu uma reviravolta incrível para a popularidade do local. Antes, a obra-prima de Michelangelo ficava exposta na Piazza della Signoria, mas estava sofrendo com isso.

O arquiteto Emilio De Fabris ficou encarregado de criar um espaço exclusivo para a exposição de Davi. A estátua ficou fechada durante nove anos até que o projeto fosse terminado.

Em 1875, em comemoração dos 400 anos do nascimento de Michelangelo, foi feita uma mostra com reproduções em gesso de suas grandes obras como escultor. Somente quase 10 anos depois que a área “michelangiolesca” foi inaugurada.

O museu é atualmente dividido em 12 partes ou salas.

Sala del Colosso

Sala del Colosso recebe esse nome por conta de um enorme gesso de um dos Dioscuri de Montecavallo, que ficava ali, mas hoje fica em Porta Romana. Ao invés dele, atualmente fica o gesso original do Rapto das Sabinas de Giambologna. Nas paredes, estão exemplos de pinturas florentinas, incluindo obras de Botticelli, Perugino e Ghirlandaio.

Galeria dos Prisioneiros é a que abriga as quatro esculturas de homens nu conhecidos como prisioneiros, feitos por Michelangelo para a tumba de Júlio II, mas usadas por Cosimo I de’ Medici para ornar a gruta Buontalenti no Jardim de Boboli. Ao final dela, temos a Tribuna de Davi, onde fica a famosa estátua.

Gipsoteca Bartolini abriga obras de pintura e escultura do século XIX, entre elas, os gessos de Lorenzo Bartolini. Na Sala del Duecento e del Primo Trecento, começa o percurso para a pintura gótica florentina, com pinturas de Giotto.

Na Sala dei Giotteschi ficam obras de artistas florentinos que eram seguidores de Giotto, seguida da Sala degli Orcagna e dei loro seguaci, que abriga obra dos três irmãos conhecidos como Orcagna. Ainda existem as salas Giovanni da Milanodel Tardo Trecento, de Lorenzo Monaco, do Gótico Internacional, e a coleção de ícones russos.

Galleria dell’Accademia funciona de terça a domingo, das 8:15 às 18:50. Ela é fechada toda segunda, 1º de janeiro, 1º de maio e 25 de dezembro. O local não dispõe de armários, então não leve bolsas grandes.

O ingresso custa €8,00 e mais €4,00 para os que compram online com antecedência. Se existirem mostras temporárias, o preço do ingresso pode aumentar. Se você não quiser comprar antecipado, recomendo que chegue às 8:00 para não ficar na fila.

Por motivos de segurança, é necessário passar por um detector de metais.

Minha dica: vá sem pressa e admire o Davi o máximo que puder, rs! Ainda me lembro da sensação que tive quando o vi pela primeira vez. Também prestaria atenção minuciosa aos prisioneiros de Michelangelo: parece mesmo que eles estão presos na pedra.

Fotos: Galleria dell’Accademia (Reprodução)

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