Museu e Certosa de San Martino

Certosa de San Martino fica em Nápoles, na colina Vomero ao lado do Castelo Sant’Elmo. É um dos maiores complexos religiosos da cidade e também um belo exemplo de arquitetura barroca.

Dentro dela, são 102 salas, duas igrejas, três capelas, três claustros, além dos jardins. Depois da unificação da Itália, ganhou o título de monumento nacional e desde 1866 abriga o Museu Nacional de San Martin.

Para a realização da Certosa (cartuxa, em português), foi chamado o arquiteto Tino di Camaino, famoso pela construção da Catedral de Pisa. Com sua morte, a obra passou para as mãos de Attanasio Primario.

Da planta original, restam apenas as estrutura subterrâneas góticas, uma obra notável e necessária para sustentar o prédio.

O complexo passou por ampliação no final do século XVI e o arquiteto Giovanni Antonio Dosio ficou responsável por transformar o aspecto gótico do local no barroco refinado que conhecemos atualmente.

Dentro da igreja, são oito capelas laterais, a sacristia e as capelas do Tesouro, divididas entre a capela do Tesouro Novo e a do Tesouro velho. Existem também um refeitório, a Capela de Madalena e um pequeno claustro.

Os outros dois claustros são o grande e o dos procuradores, ambos projetados por Dosio.

Em 1699, nasceu uma farmácia dentro do complexo para servir os padres. Decorada com um afresco de Paolo de Matteis, a sala atualmente serve de espaço de exposições permanentes de alguns vasos históricos e algumas peças do Museu Nacional.

Por vontade de Giuseppe Fiorelli, um arqueólogo napolitano do século XIX, os ambientes do museu são destinados a juntar testemunhos da vida de Nápoles e dos reinos tanto de Nápoles e da Sicília, que depois virou o Reino das Duas Sicílias.

O museu é de dois andares e seu acesso é feito através dos dois claustros da Certosa.

Dentro do museu, além da Farmácia, existe a seção naval, com vários modelos de embarcações, normalmente do século XVIII; a sala das carroças, com as carroças reais, feitas entre os séculos XVII e XVIII; a seção dos presépios; e os jardins, que dão uma bela vista para o golfo de Nápoles.

No segundo andar, ficam a galeria do século XIX, com quase mil pinturas, frutos de doações da burguesia napolitana, as artes decorativas, a seção teatral e a sala de desenhos.

A Certosa e o Museu de San Martino funcionam diariamente, das 8:30 às 19:30, mas atenção, algumas seções fecham às quartas (a Certosa costuma funcionar diariamente). O ingresso custa apenas €6,00, sendo gratuito todo primeiro domingo do mês.

As indicações para chegar até o local são: Funicolare di Montesanto (parada Morghen), Funicolare di Chiaia (parada Cimarosa), Funicolare Centrale (parada Piazza Fuga), metrô linha 1 (parada Vanvitelli) ou com ônibus linha V1 (parada Piazzale San Martino).

Fotos: Certosa e Museu de San Martino (Reprodução)

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