Mario Monicelli

Mario Monicelli foi um dos maiores e mais apreciados diretores italianos. Uma de suas especialidades era a comédia à italiana, juntamente com os diretores Dino Risi e Luigi Comencini. Provavelmente, um de seus filmes mais conhecidos seja Meus Caros Amigos.

Nasceu em Roma, em 16 de maio de 1915, mas durante muito tempo, disse que sua cidade natal era Viareggio, na província de Lucca, provavelmente por ter grande afeição à cidade toscana.

Filho de Tomaso Monicelli, um jornalista e crítico teatral, além de dramaturgo, seus irmãos, Giorgio e Furio, tornaram-se tradutor e escritor, respectivamente.

Ao se estabilizar em Milão, juntamente com alguns amigos e com apoio da editora Mondadori, fundou o jornal Camminare, onde ele fazia a crítica cinematográfica. O jornal não durou muito porque o Ministério de Cultura Popular o considerou de esquerda.

Voltou para a Toscana para terminar os estudos universitários, frequentando a faculdade de Letras e Filosofia em Pisa.

Em 1934, teve seu primeiro experimento cinematográfico. No ano seguinte, seu primeiro longa metragem, I Ragazzi della Via Paal. O filme foi enviado a Veneza para a Mostra e com isso, seus realizadores conseguiram a oportunidade de trabalhar em uma produção profissional.

Em 1945, trabalhou juntamente com Pietro Germi em Il Testimone, o início de uma grande amizade. Inclusive, Meus Caros Amigos deveria ter sido dirigido por Germi, mas por motivos de saúde, ele convidou Monicelli para dirigi-lo.

No ano seguinte, Monicelli juntamente com Steno, foi roteirista de Aquila Nera, um grande sucesso e a dupla foi chamada para outros filmes então, uma parceria que duraria até a década de 1950.

Em 1957, venceu o prêmio de melhor diretor do Festival de Berlim com Padri e Figli, mas o filme considerado um divisor de águas na carreira de Monicelli é do ano seguinte, I Soliti Ignoti, no qual fica bem claro o estilo de comédia à italiana.

A partir de então, a carreira de Monicelli como diretor e roteirista decolou. Na década de 1970, teve bons sucessos, incluindo uma terceira indicação ao Oscar e uma seleção para o Festival de Cannes, além de ter lançado Meus Caros Amigos.

Além do cinema, Mario também se dedicou ao teatro, tanto em prosa quanto lírico, com alguns produções relevantes, principalmente nos anos de 1980.

O avanço da idade diminuiu sua atividade gradualmente, mas nunca parando por completo: aos 91 anos voltou com um novo filme, Le Rose del Deserto, lançado em 2006. Depois disso, passou praticamente a trabalhar somente com curta metragens.

Mario Monicelli faleceu em 29 de novembro de 2010, em Roma, aos 95 anos, optando por tirar a própria vida, jogando-se da janela do quarto onde se tratava devido a um câncer de próstata em fase terminal.

Foto: Mario Monicelli (Reprodução)

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2 comentários sobre “Mario Monicelli

  1. Walter Malizia disse:

    Cara Isabela, bom dia!
    Parabéns pela matéria sobre este extraordinário regista.
    Mas, com todo o respeito, faltou mencionar “L’Armata Brancaleone”, com o impagável Vittorio Gassman, meu preferido.
    Forte abraço,
    Walter Malizia

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    • Isabela disse:

      Olá, Walter!
      Pois é, a filmografia do Monicelli é bastante extensa, tentei enxugar um pouco!
      Mas agradeço muitíssimo a dica. Vou procurar por esse filme!
      Abraços!

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