In Nome dell’Amore (vol. 1 e 2)

Quando Alex Britti lançou In Nome dell’Amore vol. 1 em 2015, por motivos óbvios esperava um volume 2. Esperava-o para o ano seguinte, em 2016, mas In Nome dell’Amore vol. 2 foi lançado somente este ano, em maio.

Os dois volumes eram, inicialmente, um único. Acho que nesse momento, muitos cantores, principalmente os independentes, têm buscado lançar álbuns menores, com menos faixas, provavelmente por uma questão financeira.

Quem ganha somos nós, porque isso normalmente significa uma escolha mais refinada de faixas. Afinal, se você vai lançar praticamente um EP, que as faixas dentro dele valham a pena de serem ouvidas e compradas, né?

Nesses dois álbuns do Alex, a análise já começa pelas capas. De acordo com ele, o volume 1, foi mais introspectivo, enquanto o segundo, mais alegre, mais “solar”, como ele mesmo definiu, ou seja, de uma forma bem simples e direta: faixas mais obscuras para faixas mais alegres.

No entanto, não sei se eu classificaria os álbuns assim, até porque a faixa de abertura do vol. 1, In Nome dell’Amore, acho-a bastante alegre, e Ti Scrivo Una Canzone, bastante divertida, uma das minhas preferidas do Alex.

Gosto muito do volume 1, mas muito mesmo. Já o volume 2, nem tanto.

O volume 1 traz oito faixas ao total, sendo seis inéditas, uma instrumental e uma em versão lounge. No volume 2, são sete faixas, sendo seis inéditas e uma em versão alternativa. Alex encerra o volume 2 com a música que inicia o volume 1: um ciclo completo, diria.

O que me incomoda particularmente no volume 2 é ele parecer uma salada mista de músicas que não parecem fazer muito sentido quando colocadas uma seguida da outra em um álbum – individualmente, gosto muito delas, mas como um todo, parece-me ter algo faltando, algo desconexo.

Essa uniformidade que me faz falta no volume 2 me parece mais presente no 1.

Apesar disso, como mencionei anteriormente, as faixas individualmente me agradam: do volume 1, gosto de todas, sem exceção. Do 2, tenho ainda algumas ressalvas em relação a faixa de abertura, Senza Guardare Indietro, apesar de considerá-la divertida, e …E Basta.

Desse último álbum, destaco com prazer a faixa Libero, que para mim, tem uma pegada muito Edoardo Bennato anos 1980. Essa é a faixa que consegue me deixar feliz em um dia triste! Muito difícil não se deixar contagiar por ela.

De forma geral, gostei muito desses últimos dois lançamentos. Quem gosta de Alex Britti, dificilmente não gostará desses álbuns. E particularmente, tenho apreciado mais álbuns mais curtos.

Faça um favor a si mesmo: ouça Alex Britti, rs :)

Fotos: In Nome dell’Amore vol. 1 e 2 (Reprodução)

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