Lucio Dalla

Lucio Dalla, um dos principais cantores e compositores italianos.

Lucio nasceu em Bologna, em 4 de março de 1943, e morreu em Montreux, em 1º de março de 2012. Teve sua formação como músico em jazz, e esteve sempre em busca de novos estilos, sendo considerado bastante eclético, compondo nos mais variados estilos musicais.

Inicialmente, apenas compunha melodias. Foi somente mais tarde em sua carreira que se arriscaria com as letras de suas próprias composições. Foram 50 anos de atividade, tocando piano, saxofone e clarineto.

Lucio era filho de Giuseppe Dalla e de Jole Melotti, os dois aparecem na carreira do cantor: o pai é descrito na canção “Come È Profondo Il Mare“, e a mãe aparece na capa do álbum Cambio. A primeira parte de sua infância aconteceu em Bolonha.

Quando pai morreu, em 1950, decorrente de um tumor, a mãe decidiu criá-lo em Treviso. A morte do pai, aos sete anos, teria, claro, um impacto em sua vida. Em entrevista, Lucio declarou que aprendeu a fazer da vida dele um modelo de solidão, mas vivê-la como um momento de bem-estar profundo para compreender sua própria existência.

Dalla voltou para Bolonha quase adolescente e foi quando se apaixonou por jazz. O marido da sócia de sua mãe deu a ele, aos 10 anos, um clarineto, e Lucio aprendeu a tocá-lo sozinho, tornando-se membro de um grupo de jazz de Bolonha, a Rheno.

A mãe nunca interferiu nas habilidades musicais de Dalla e, aos 15 anos, deixou que ele partisse para Roma, e aos 17 anos, já trabalhava com música.

É exatamente com a banda Rheno que, nos anos de 1960, Lucio fez sua estreia musical. No primeiro festival de jazz europeu, a banda se classificou em primeiro lugar, batendo bandas mais tradicionais.

Pouco depois, Lucio se juntaria com outros dois músicos para formar a banda Flippers, mas ainda nos anos 60, Dalla partiu para a carreira solo.

No começo dos anos 70, nasceu uma das músicas mais famosas de Dalla, a 4/3/1943, já falei exclusivamente sobre ela nesse post aqui. Com ela, Lucio conseguiu o terceiro lugar no Festival de Sanremo de 1971.

A partir desse ano, os álbuns de Lucio começaram a ter mais sucesso comercial. Em 1977, a carreira de Lucio seguiu um novo caminho: ele passou a compor suas próprias canções e a trabalhar sozinho em seus álbuns. Desse ano, surgiu um álbum bastante importante de sua carreira, Come È Profondo Il Mare.

Dois anos mais tarde, em 1979, nasceria outro álbum de grande sucesso, Lucio Dalla, que ficou um ano e meio entre os álbuns mais vendidos e vendeu mais de um milhão de cópias. Este álbum contém faixas-chave na carreira do cantor.

No ano de 1980, Lucio investiu em um álbum rock’n’roll, Dalla, que foi um grande sucesso, vendendo mais de 600 mil cópias e levando-o ao topo das paradas. Também é nessa década que Lucio começou uma carreira paralela: nasceu a banda Stadio. Sim, aquela mesma que venceu Sanremo em 2016.

Nessa mesma década nasceu um dos maiores clássicos italianos de todos os tempos: Caruso, que já vendeu mais de 38 milhões de cópias em todo mundo, e já foi reinterpretada por vários cantores.

Nos anos 90, Lucio continuou a fazer sucesso e também escreveu uma faixa sobre um ídolo muito familiar a nós: Ayrton, sobre o piloto de F1, Ayrton Senna. O álbum que contém essa faixa, Canzone, vendeu mais de 1,3 milhões de cópias.

No começo dos anos 2000, o cantor se arriscou em músicas líricas e pop. Nessa década, ele voltaria a fazer duetos com Francesco de Gregori, em uma série de shows bastante clássicos.

Em 2011, saiu o que seria o último álbum de Lucio: Angoli Nel Cielo, um álbum duplo com somente canções de amor, escritas por ele entre os anos de 1971 e 2009. Apesar de ser um álbum de coletânea, ele ainda conteve algumas inéditas.

Em 14 de fevereiro de 2012, Lucio voltou ao palco de Sanremo 40 anos depois de sua última participação, para acompanhar Pierdavide Carone na sua apresentação da canção Nanì, da qual Lucio também é coautor.

Depois de Sanremo, Dalla partiu para Suíça, de onde começaria sua nova turnê europeia. Fez seu último show em Montreaux, em 29 de fevereiro. Em 1º de março, sofreu um infarto aos 68 anos.

Desde 2014, sua casa na rua D’Azeglio em Bolonha é sede da Fundação Lucio Dalla, cujo principal objetivo é preservar a experiência e o patrimônio cultural do artista.

Foto: Lucio Dalla (Reprodução)

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