Monalisa

O retrato mais famoso do mundo.

Em italiano, ele é conhecido como La Gioconda, para nós simplesmente Monalisa. Pequenino: apenas 77×53 cm – sim, foi uma decepção vê-lo ao vivo, pintado por da Vinci entre os anos de 1503 e 1506.

Encontra-se no Museu do Louvre, em Paris. Por quê? Porque em 1517, quando Leonardo voltou para a corte do rei Francisco I, então rei da França, ele levou o quadro consigo e o próprio rei comprou o quadro e por lá ficou.

Menos quando um italiano a roubou do Louvre e levou-a para Florença, onde tentou vendê-la, no início do século XX, rs.

O famoso sorriso, sem dúvidas, é um dos mistérios que mais viaja pelas mentes dos amantes da arte. Em março desse ano, o site ANSA.it publicou um artigo dizendo:

Resolvido o mistério do sorrido da Gioconda: Monalisa não é ambígua e enigmática, como foi dito durante séculos, mas simplesmente, feliz. O seu rosto, imortalizado pelo pincel de Leonardo da Vinci, exprime na verdade a felicidade: assim demonstra um experimento conduzido pela pesquisadora italiana Emanuela Liaci pela universidade alemã de Friburgo. Os resultados, publicados na revista Scientific Reports, indicam como a percepção das emoções não é absoluta, mas podem ser influenciadas pelo contexto no qual nos encontramos.

Seria Leonardo assim tão simples de ser interpretado? Ainda tenho minhas dúvidas… rs.

A questão é que esse sorriso inspirou páginas e mais páginas de crítica, de literatura, de estudos psicoanalíticos.

A obra, de forma tradicionalmente interpretada, representa Lisa Gherardini, ou seja, a “senhora” Lisa. Monna em italiano é um derivativo de Madonna, que derivado do latim significa “senhora”. Ela era mulher de Francesco del Giocondo, por isso “La Gioconda” em italiano.

Nessa época, da Vinci passava pelo seu terceiro período em Florença e morava a poucos passos da Piazza della Signoria.

Apesar de a identificação parecer fácil, foi motivo de muito debate durante a história da arte, suscitando muitas dúvidas sobre quem seria a mulher. Essa dúvida teria sido resolvida com uma descrição da obra feita por Vasari e que se encontrava na França.

Análises de raio X mostraram que existem três versões da Monalisa escondidas sobre a atual.

Durante a Primeira e a Segunda guerras mundiais, a pintura foi removida do Louvre e conservada em um local seguro, passando por vários lugares, como o castelo de Chambord, depois Amboise, a abadia de Loc-Dieu, museu Ingres até voltar ao Louvre somente em 1945.

Na década de 1950, a parte inferior da pintura foi danificada por conta de um ácido lançado por uma pessoa. Alguns meses depois, alguém jogou uma pedra contra a pintura. Por isso, atualmente, a pintura é mantida atrás de um vidro de segurança.

Apesar disso, a pintura já viajou um pouco. Foi exposta na Galleria degli Uffizi em 1913. Em 1962, foi emprestada para os Estados Unidos, sendo exposta na National Gallery em Washington e no Metropolitan em Nova York, onde recebeu quase dois milhões de visitantes, e em 1974 fez sua última “viagem” com paradas em Tóquio e Moscou.

Não tive muita sorte, pois o melhor ângulo que consegui ter da Monalisa foi esse:

Por motivos de:

Confesso que me senti meio desesperada pela quantidade de gente. O quadro é pequeno e ainda existe uma barreira de proteção na frente da pintura que evita que você chegue muito perto.

Para quem gosta de analisar obras de arte, Monalisa não é das melhores experiências. Mas sim: ela te segue com os olhos.

Em 2010, também encontraram letras nos olhos da pintura. Na pupila direita, um LV, provavelmente de Leonardo da Vinci. Na esquerda, as letras BS, que poderiam indicar a mulher pintada. Números também podem ser vistos na pintura: 72 no arco da ponte e 149, seguido de um dígito apagado.

Este último conjunto de números pode significar o ano em que ela foi pintada: no final do século XV, quando Leonardo estava em Milão com a família Sforza.

Em 2015, outro passo para compreender a pintura foi dado: a ponte ao fundo da pintura é a ponte Gobbo da cidade de Bobbio, numa paisagem real, que corrobora com a ideia de que a mulher da pintura seja na realidade Bianca Giovanna Sforza (BS da pupila esquerda), que se casou em 1496 com Gian Galeazzo Sanseverino, senhor de Bobbio.

Então voltamos a questão: e a Lisa Gherardini ou Bianca Sforza?

Para mim, prefiro que continue assim: Monalisa sendo um enigma. Afinal, talvez se tudo sobre ela for esclarecido, a pintura poderá perder esse fascínio que exerce sobre milhares de pessoas há tantos anos…

Foto: Monalisa (Reprodução)

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