Seta, de Alessandro Baricco

Li Seta em 2012, mas confesso que poucas impressões ficaram sobre o livro.

Sempre postergava a releitura, apesar de ser um livro curto. No final do ano passado, resolvi encará-lo na série de releituras de final de ano.

A história não é complexa. Falamos de Hervé, um francês, que cultiva bichos de seda, e normalmente viaja para a Síria ou o Egito para consegui-los. Para isso, viaja alguns meses e deixa sua mulher sozinha.

Acontece que os cultivos desses países acabaram pegando algum tipo de contaminação que faz as larvas morrerem. A solução é ir até o Japão, em pleno 1861, que era considerado literalmente o fim do mundo, para trazer ilegalmente bichos de seda.

Na época, o Japão ainda era um país extremamente fechado para o comércio com outros países.

Na primeira viagem, Hervé conhece Hara Kei, um homem extremamente poderoso e rico (e que eu tenho na cabeça que é algum tipo de mafioso). Ao lado dele, está uma jovem, que não tem traços japoneses. Hara Kei e ela sequer falam a mesma língua.

Ao cruzar os olhares com ela, Hervé se apaixona pela enigmática figura feminina, e a recíproca é verdadeira.

Conforme suas idas ao Japão avançam, Hervé volta cada vez mais com uma melancolia indecifrável tanto para os habitantes da cidade quanto para sua própria mulher.

Na sua quarta ida ao Japão, Hervé vai contra a vontade da maioria, pois é sabido que o Japão se encontra em guerra civil. Fixado não pela seda, mas pelos olhos enigmáticos da jovem que não eram orientais, ele decide ir mesmo assim.


Achei os personagens desse livro tão enigmáticos quanto a jovem sem nome sem identidade. É difícil decifrá-los. Até porque o livro possui poucos diálogos e quanto tem, são curtos.

A narrativa de Baricco é delicada, como a seda, mas não sei se tenho toda a sensibilidade para falar desse romance. Ele permanece para mim um grande ponto de interrogação.

Talvez, essa tenha sido a intenção do próprio Baricco… enfim. Tem uma adaptação desse filme para os cinemas feita em 2007, em português veio como “Paixão Proibida”. A direção é de um francês: François Girard.

Aparentemente, a adaptação é bem fiel ao livro. Talvez valha a pena assistir!

Foto: Seta de Alessandro Baricco por Una lucciola…

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5 comentários sobre “Seta, de Alessandro Baricco

  1. Thais disse:

    Ciao bella,
    Encontrei na estante virtual em português, inglês e espanhol… onde poderia encontrar e comprar este livro em italiano? Parece bem enigmático mesmo, quem sabe vc o lê novamente em um outro momento…
    Baci!

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    • Isabela disse:

      Ciao, bella!

      Essa minha edição trouxe da Itália. Talvez, você encontre para comprar na Livraria Cultura, ela tem um bom acervo de livros italianos e às vezes você encontra umas raridades. Do contrário, sempre tem a boa e velha internet… rs!

      Baci!

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  2. Lu disse:

    Ótimo texto, Isabela.
    Estou utilizando esse livro num curso de conversação. Gosto do estilo de Baricco e minhas alunas também estão apreciando.
    ;)

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Comentários

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