Natalia Ginzburg

Natalia Ginzburg

Vamos falar um pouco dessa escritora incrível que é Natalia Ginzburg?

Natalia Ginzburg nasceu Natalia Levi em Palermo, em 14 de julho de 1916 e morreu em Roma, em 7 de outubro de 1991. É considerada uma das principais escritoras da Itália do século XX.

Seu pai, Giuseppe Levi era um cientista de origem hebraica, que foi professor universitário e antifacista (e que junto com os três irmãos foi preso acusado do crime de antifascismo) e sua mãe, Lidia Tanzi, era milanesa e católica.

Apesar de ter nascido na Sicília, Natalia passou a infância e a adolescência em Turim. Aos 17 anos, lançou seu primeiro conto chamado “I Bambini” e cinco anos mais tarde, casou-se com Leone Ginzburg, que lhe deu o sobrenome com o qual ela passou a assinar todas as suas obras.

Desse casamento, nasceram dois filhos e uma filha. Carlo Ginzburg, o primogênito, se tornou um grande ensaísta histórico. É durante essa época de sua vida que Natalia formou lanços com alguns dos maiores representantes do antifascismo de Turim e também com a editora Einaudi, na qual o marido, um professor de literatura russa, era colaborador.

Por motivos políticos e raciais, Leone é enviado para Abruzzo em 1940, onde permaneceu por três anos.

O primeiro romance de Natalia foi publicado em 1942 com um pseudônimo. Somente três anos mais tarde, La Strada Che Va In Città foi republicado com o nome verdadeiro da autora.

O marido, depois de voltar de Abruzzo, foi torturado e assassinado em 1944 em um presídio romano. Poucos meses depois, Natalia se mudou para Roma, na sede da editora Einaudi. Um ano depois, ela voltou a Turim, juntamente com os pais e os filhos, que ficaram refugiados na Toscana durante os meses de ocupação alemã.

Em 1950, casou-se novamente, com Gabriele Baldini, um professor de literatura inglesa e diretor do Instituto Italiano de Cultura em Londres, e tiveram um filho e uma filha juntos. Nos próximos 10 anos, Natalia teve um rico período de produção literária, com vários lançamentos.

Durante a década de 70, ela vira uma colaborada assídua do Corriere della Sera, publicando vários artigos com críticas literária, cultural e teatral. É nessa década também que Natalia intensificou seu ativismo político.

Natalia era membro do Partido Comunista Italiano e foi eleita em 1983 para o Parlamento.

Morreu em Roma, entre a noite dos dia 6 e 7 de outubro de 1991. Muitas cidades italianas dedicam o nome de algumas ruas ou áreas de circulação a ela, como Roma, Lecce, Palermo, Prato, Turim, Modena, Vivo Valentia, entre outras.

Ano passado, o centenário de seu nascimento, a cidade de Palermo colocou uma placa em sua casa natal, na rua Libertà, 101.


Tive a oportunidade de ler dois livros dela ano passado, Caro MicheleLe Piccole Virtù, ambos sensacionais: aquele é um romance epistolar e este uma coletânea de contos autobiográficos.

Estou muito curiosa para ler outros livros dela e fico na esperança de que alguma editora brasileira reedite seus livros, já que três títulos eram publicados pela extinta Cosac Naify.

Recomendo muitíssimo!

Foto: Natalia Ginzburg (Reprodução)

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