Pier Paolo Pasolini

Pier Paolo Pasolini

Acabei me surpreendendo quando vi um livro de poemas do Pasolini, pois na minha cabeça ingênua, ele era diretor. Comecei a ler e me interessei em conhecer um pouco sobre um dos italianos de maior relevância na cultura italiana.

Pasolini nasceu em Bolonha em março de 1922, foi poeta, escritor, diretor, roteirista, dramaturgo e jornalista – também contribuiu na pintura, como linguista, romancista e tradutor – e é considerado um dos maiores artistas e intelectuais italianos do século XX.

Muito observador da sociedade italiana, principalmente depois da Segunda Guerra, sempre levantando algumas polêmicas e debates quentes por conta da radicalidade de suas opiniões em relação aos hábitos burgueses.

Pier Paolo nasceu em Bolonha, mas a família se mudava muito e por isso morou em Parma e em Friuli, depois do pai ser preso por dívidas. Ainda jovem, sua paixão pela poesia e pela literatura só cresceu e já antes do 20 começou a escrever poesias.

Antes dos 30, foi morar em Roma com a mãe, onde ele conseguiu um emprego como professor. Durante esse tempo, escreveu alguns de seus poemas mais famosos, como Le Ceneri di Gramsci. Seu romance Ragazzi di Vita foi escrito entre 1955 e 1960, e foi um completo sucesso, tendo como panorama a cultura italiana.

Nessa mesma época, colaborou com Fellini em Notti di Cabiria e alternava o trabalho de cineasta com o literário.

Na década de 1960, foi vítima de denúncias e processos, como porte ilegal de armas, mas foi inocentado de grande parte deles.

Ainda nessa década, já tendo úlcera, Pasolini sofre uma forte hemorragia que o deixou de cama por quase um mês. Passando muito tempo deitado, ele aproveitou para escrever peças de teatro e logo depois, trabalhou em alguns romances.

A partir da década de 60, Pasolini se tornou até mesmo compositor, sim, ele buscou uma ligação entre a poesia e a música para poder compor. Chegou até mesmo a colaborar com Domenico Modugno (Nel Blu Dipinto di Blu).

As suas contribuições para o cinema foram várias. Seus filmes ficaram conhecidos por criticar duramente o governo italiano, que ajudava a alienar a sociedade conservadora. Alguns de seus filmes só chegaram ao Brasil depois da abertura política e foram proibidos em alguns países, como os EUA, por seu conteúdo erótico.

De longa metragens, Pasolini dirigiu 13, um deles lançado postumamente. Ainda dirigiu seis documentários e recebeu prêmios do Festival de Cannes (em 1958 e 1974), Nastro d’Argento (1960, 1965 e 1967) e Urso de Prata e de Ouro em Berlim (1971 e 1972).

Pasolini foi assassinado de forma brutal na noite entre 1º e 2 de novembro de 1975. O condenado foi Pino Pelosi, garoto de programa de 17 anos, que tinha sido parado na mesma noite com o carro de Pasolini.

“O seu fim foi ao mesmo tempo parecido com sua obra e não parecido com ele. Parecido porque ele já havia descrito, na sua obra, as modalidades esquálidas e atrozes, não parecido porque ele não era um de seus personagens, mas uma figura central da nossa cultura, um poeta que marcou uma época, um diretor genial e um escritor inexaurível”. Alberto Moravia

Apesar de ter confessado o crime, o assassinato de Pier Paolo permanece um mistério para os italianos, tanto que o caso foi reaberto em 2010, pois alguns acreditam que seu assassinato teve motivos políticos.

Ainda bem que pudemos ficar com sua obra! E não terminei de ler ainda seus poemas, mas já recomendo pelo que eu li (tem aqui).

Este post foi programado, pois final de faculdade é sempre complicado, rs. Mas os posts não param! Espero voltar à normalidade em 1º de dezembro de 2016. Para não perder as postagens, acompanhe o blog no Facebook, Twitter, Google+ e Instagram

Foto: Pier Paolo Pasolini (Reprodução)

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