Pólo Real de Turim

Pólo Real de Turim por Una lucciola...

Pólo Real de Turim é uma das várias atrações da cidade, mas está, sem dúvidas, entre as mais procuradas e a mais importante, porque representa um mergulho na história tanto da cidade quanto da Itália.

São mais de três mil metros de superfície e mais de dois mil anos de história dentro desse complexo: desde as primeiras construções romanas, na era Augusta, passando pelos séculos de domínio da família Savoia até chegar aos anos de ressurgimento e união da Itália.

Fazem parte do complexo do Pólo Real: a armaria real, a biblioteca real, o palácio real, a galeria sabauda, o museu arqueológico, os jardins reais e o palácio Chiablese.

Comprando o ingresso do Polo Reale di Torino, é possível visitar quatro desses sete espaços: a armaria real, o palácio real, a galeria sabauda e o museu arqueológico.

Quartos reais

Palazzo Reale fica no coração da cidade com sua bela fachada em estilo barroco. Ele foi o centro de poder da família Savoia, que em italiano fica Sabauda, por três séculos.

Desde 1997 virou patrimônio da Unesco e é um dos sítios de interesses artístico e cultural mais importantes da cidade de Turim.

Os trabalhos de ampliamento e restruturação do palácio começaram no final do século XVI e começo do XVII. Na parte da frente do palácio, fica a famosa Piazza Castello, idealizada por Ascanio Vittozzi, e na parte de trás, os jardins reais, emblema da história da cidade.

A reconstrução terminou no final do século XVII e deu início ao período de ouro do palácio real, com elegantíssimas decorações internas. Depois da união da Itália, a família real se transferiu para Florença e o palácio real se tornou apenas mais uma de suas moradias.

Com o final da monarquia em 1946, o prédio ficou praticamente abandonado e somente em 2007 ele foi reaberto ao público.

Armaria real

armaria real é atualmente uma das mais ricas e antigas coleções de armaduras e armas do mundo, e juntamente com o palácio real, faz parte do patrimônio da Unesco desde 1997. O espaço ocupa a Sala della Rotonda, a Galleria del Beaumont e o Medagliere.

Ela foi aberta no meio do século XIX ao público e apresenta armas e armaduras dos períodos neolítico e medieval, além de outras peças da coleção particular da família Savoia, incluindo uma espada utilizada por Napoleão Bonaparte na campanha do Egito.

Quem quis criar essa armaria foi o rei da Sardenha, Carlo Alberto, que desde o início quis que ela fosse aberta ao público. Desde então, tanto o Museu de Antiguidades e os arsenais de Turim e Gênova contribuíram com doações preciosas para ampliar a coleção da armaria.

Ao mesmo tempo, os próprios Savoias se empenharam para conquistar peças de coleções particulares. A parte de Medagliere tem uma coleção bem ampla de moedas antigas e medievais, com cerca de 33 mil peças.

Entrada da Galleria Sabauda e do Museo Archeologico

Galeria Sabauda é uma das galerias públicas mais importantes da Itália, com mais de 700 obras em exposição, entre quadros, pinturas e estátuas, tanto de artistas italianos quanto europeus, do século XIII ao XIX.

Ela foi inaugurada no Palazzo Madama em 1832, pelo Carlo Alberto, com o nome de Reale Galleria e pouco mais de 300 obras, frutos da paixão dos Savoia pela arte. Alguns anos depois, Vittorio Emanuele II doou a coleção ao país, denominando-a de Regia Pinacoteca Nazionale.

Poucos anos depois, a coleção foi transferida para o segundo andar do Palazzo dell’Accademia delle Scienze, onde ela foi reorganizada e as obras foram expostas em ordem cronológica e por escolas.

Quando fez 100 anos, em 1932, a pinacoteca recebeu o nome de Galleria Sabauda, e o seu patrimônio foi sempre crescendo com o tempo, graças às aquisições e doações. A galeria ficou na Accademia delle Scienze até 2012, quando foi realocada momentaneamente no prédio da Manica Nuova.

Em 2014, com a realização do projeto do Pólo Real de Turim, o complexo como o conhecemos hoje, a galeria foi transferida para o prédio que se encontra hoje, atrás da Catedral de Turim e juntamente com o Museu Arqueológico.

Atualmente, a Galeria Sabauda ocupa quatro andares em um total de oito mil metros quadrados, com obras expostas em ordem cronológica, desde o período medieval até o século XVIII.

Museu Arqueológico por Una lucciola...

Por fim, o Museu Arqueológico ou também, Museu de Antiguidades de Turim, é um dos mais antigos da Europa e possui peças que vão desde a pré-história até o período romano e dos bárbaros.

Ele foi criado no século XVI pelos Savoia. Um século depois, o rei da Sardenha, Vittorio Amedeo doou o museu à universidade e um século mais tarde, a coleção ganhou itens egípcios. Mas o espaço passou a ser pequeno para expor todos os itens.

Em 1948, a coleção foi transferida para a Accademia delle Scienze e somente na década de 70 o museu ganhou um espaço permanente perto dos jardins reais e virando de fato um museu. Passaram-se quase 20 anos para chegar na configuração de hoje.

Atualmente, o museu se divide em três setores: coleções históricas, território e Turim.

Biblioteca Real (Reprodução)

Biblioteca Real (Reprodução)

Apesar de não estar inclusa no ingresso, a Biblioteca Real de Turim pode ser visitada também (mas não pode ser fotografada, assim como a Galeria Sabauda).

Juntamente com o palácio real, ela entrou no patrimônio da Unesco em 1997 e é uma das instituições culturais mais importantes da cidade. Foi instituída pelo Carlo Alberto em 1839, que incluiu itens próprios na coleção, além daqueles doados.

Em 1840, a biblioteca já possuía mais de 30 mil volumes, todos de altíssimo valor. Entre os itens preciosos dessa coleção, estão alguns rascunhos de Leonardo da Vinci, incluindo o seu famoso autorretrato.

Atualmente, a biblioteca conserva cerca de 200 mil volumes impressos, 4.500 manuscritos, 3.055 desenhos, 187 incunábulos, 20.987 brochuras, 1.500 pergaminhos, 1.112 periódicos, 400 álbuns fotográficos e várias cartas geográficas.

Mole <3

Os Jardins Reais de Turim estavam fechados quando eu visitei a cidade em outubro do ano passado, mas ficam entre a Piazza Castello e o Corso San Maurizio, e nessa última parte, eles são públicos.

Os jardins preservam a forma da maioria dos jardins europeus e boa parte dos jardins foi feita por André Le Nôtre, ativo na corte de Versailles. Durante a era de Carlo Emanuele I e Vittorio Amedeo, eles foram ampliados.

Durante o verão, os jardins recebem o Summer Festival.

Palazzo Chiablese (Reprodução)

Palazzo Chiablese (Reprodução)

Por fim, o Palazzo Chiablese que fica ao lado esquerdo da entrada do Palazzo Reale. Já funcionou como sede do Museu Nazionale del Cinema de Turim, entre os anos de 1958 a 1985, e desde 1997 também é patrimônio da Unesco.

Atualmente, é sede da Direção Regional de Bens Culturais e Paisagísticos do Piemonte e fica aberto ao público de quarta à sexta, das 14:00 às 18:00, com entrada gratuita (fui em uma terça) e existem voluntários que façam visitas guiadas em algumas salas (elas não acontecem no mês de agosto).

O prédio foi uma das tantas residências dos Savoia e provavelmente construído no século XVI, a pedido do duque Emanuele Filiberto e a primeira proprietária foi a marquesa Beatrice Langosco, sua amante.

O nome do palácio é por conta de Benedetto Maurizio, um de seus residentes, que era duque de Chiablese.

Durante a Segunda Guerra Mundial, foi alvo de vários bombardeamentos, que causaram danos notáveis em sua estrutura: o teto foi destruído, junto com grande parte do andar nobre. Muitas mobílias foram perdidas por conta disso.


O ingresso para o Pólo Real (Palazzo Reale, Armeria Reale, Galleria Sabauda e Museo Archeologico) custa €12,00 por pessoa e é gratuito para quem possui o Torino+Piemonte Card. O complexo fica aberto entre terça e domingo, das 9:00 às 19:00 (entrada até às 18:00). Fechado às segundas.

Vale a visita!

Fotos: Pólo Real de Turim por Una lucciola…

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