Niccolò Fabi

Niccolò Fabi

Niccolò Fabi nasceu em Roma, em maio de 1968. Formado em filologia românica, defendeu uma tese em codicologia (estudo de manuscritos), na qual obteve nota máxima.

Começou a trabalhar como assistente de palco, na turnê de Alberto Fortis, que teve seu auge nos anos 80. Graças ao pai, Claudio Fabi, famoso produtor musical nos anos 70, teve acesso ao mundo da música.

Tocava bateria em uma banda cover do The Police e graças às apresentações em vários lugares em Roma, conheceu Daniele Silvestre, Max Gazzè, Federico Zampaglione e Riccardo Sinigallia. Sinigallia foi responsável por levar as demos de Fabi e assim, ele conseguiu um contrato com a Virgin.

Com o primeiro single, Dica de 1996, ele conseguiu uma participação no Festival di Sanremo de 1997 com a música Capelli, no qual ganhou o prêmio da crítica na categoria Novas Propostas. Em seguida, lançou seu primeiro álbum solo, Il Giardiniere.

A parceria com Gazzè é antiga e, juntos, gravaram Vento d’Estate em 1998, música que se tornou um verdadeiro hit do verão italiano de 98. Outra colaboração importante foi Offeso com Fiorella Mannoia em 2003.

Em 2006, voltou ao Festival di Sanremo como hóspede da banda Zero Assoluto na noite dos duetos para uma reinvenção de Svegliarsi La Mattina. Nesse mesmo ano, optou por não participar do Festivalbar, famoso festival de música, para fazer parte do MusicAfrica, em prol da África.

No ano seguinte, 2007, publicou seu primeiro álbum voltado ao mercado espanhol, com músicas na versão espanhola.

Em 2010, recebeu um prêmio chamado “Le Voci della Pace” (as vozes da paz) por ter ‘doado’ sua música e sua voz em prol da África, pelas populações mais pobres e mais vulneráveis, realizando espetáculos e canções para construir 20 escolas no Sudão e um novo hospital pediátrico em Angola.

Em 2014, a antiga amizade com Daniele Silvestri e Max Gazzè rendeu frutos no projeto FabiSilvestriGazzè e juntos eles publicaram o álbum Il Padrone della Festa, seguido de uma turnê europeia (que passou pela Alemanha, França, Inglaterra, Bruxellas, Holanda, Luxemburgo e Espanha).

Lançou seu oitavo álbum de inéditas esse ano, em abril, Una Somma di Piccole Cose.

Conheci o Fabi através dessa música, Indipendente (que ganhou post aqui), do seu sétimo álbum, Ecco, lançado em 2012. Esse álbum é muito bom e considero Niccolò um artista meio diferente do que a indústria musical italiana apresenta atualmente.

Ele é uma coisa assim meio indie. Suas letras são muito boas e gosto muito da melodia. Ainda não ouvi seu novo álbum, mas a julgar pelo que conheço desse álbum somado a colaboração com Silvestri e Gazzè, deve ser algo muito bom.

Além de fazer música boa, Fabi é um cantor bem engajado tanto em questões políticas quanto sociais, como pudemos ver. Em 2010, ele também perdeu sua filha de 22 meses por conta de uma meningite fulminante: resolveu fazer um show beneficente, que contou com a participação de nomes de peso da música italiana.

Fica a dica para um ótimo cantor italiano! E por um mundo com mais Fabis e menos Biels, por favor!

Foto: Niccolò Fabi (Reprodução)

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