Sob O Sol da Toscana: livro

Sob o Sol da Toscana, de Frances Mayes por Una lucciola...

Sob O Sol da Toscana (Under The Tuscan Sun) é um livro de memórias escrito pela poetiza americana Frances Mayes sobre a reforma de uma villa na cidade de Cortona, a Bramasole, e foi lançado em 1996.

Estava meio receosa de ler esse livro porque o primeiro que li da Frances, Bella Toscana, não foi das melhores leituras ou das mais agradáveis que fiz na vida. Pior que tenho que admitir que a continuação é melhor.

Bella Toscana, apesar de não ser dos meus preferidos, conseguiu ser uma leitura mais agradável que Sob o Sol da Toscana.

Como mencionei no post sobre o filme, gostaria que o livro de memórias da Frances tivesse metade da leveza do filme, e existem várias diferenças entre um e outro… ou existem poucas semelhanças?

Enfim. Para começar, quem é Ed?

Ao rever o filme, me liguei quem era. Mas diferente da adaptação para o cinema, a história do livro não começa com o divórcio, mas com a burocracia da compra da casa, Bramasole, juntamente com o marido de Frances, Ed. O próprio que aparece no final do filme.

Se você pretende ler o livro achando que ele é sobre recomeços. Sinto te informar: não é.

Para mim, mais que um livros de memórias, ele é um diário de reforma. Temos todo o processo de compra de uma casa na Itália, a transferência do dinheiro e o processo em si de colocar tudo em ordem durante longos quatro anos.

As semelhanças com o filme ficam por conta da casa, que se chama Bramasole, os pedreiros polacos que deixaram uma pedra com a escrita Polonia e o senhor que todos os dias leva flores para a santa. Ah, e os escorpiões! rs

Em nenhum momento temos uma amiga grávida, a atriz britânica louca, todos os italianos que dão em cima da protagonista ou uma Frances que passa por todo o processo da reforma sozinha, entre altos e baixos. Ed sempre está ao lado dela e ela está completamente feliz.

E principalmente: não temos Marcello (Raoul Bova)! rs

O livro se prolonga demais… 30 páginas lendo sobre a burocracia italiana: não trabalhamos, Frances! Burocracia já é chata, ler burocracia em forma romantizada (oi?) é pior ainda. Quis desistir do livro ali.

Me desculpe caso você tenha gostado desse livro, mas ficar lendo sobre: que mesa eu quero colocar na cozinha; ah, que saudades do meu jardim em São Francisco; ah, como a vida é doce na Toscana: isso não mostra em nada o que é viver sob o sol da Toscana.

É fraco, muito fraco.

A impressão que Frances me deixa nesses dois livros é de uma mulher deslumbrada que não consegue se desligar por completo nem da São Francisco nem de Cortona, vivendo duas vidas ao mesmo tempo e no fim não sabendo aproveitar nenhuma experiência por completo.

De uma forma bem direta: para mim, ela não sabia o que fazer com o dinheiro guardado e resolveu comprar uma casa na Toscana porque, né, o quão glamoroso é isso? Esfregar na cara daZinimiga que é RHYCA! rs

Insisto: Marlena de Blasi romantiza sim seus livros, mas ela sabe fazer isso muito melhor que a Frances Mayes. Quer saber o que tem sob o sol da Toscana? Vá ler Mil Dias na Toscana.

De nada.

Se o filme me fez querer conhecer a Toscana, o livro quase me fez morrer de tédio com suas descrições batidas. Passo qualquer outro livro da Frances. Fiquem com o filme: bem mais leve e divertido, como a Toscana realmente tem que ser!

Foto: Sob o Sol da Toscana de Frances Mayes por Una lucciola…

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2 comentários sobre “Sob O Sol da Toscana: livro

  1. Thais disse:

    Ciao bella!
    Allora, spesso i libri sono più interessanti dei film… però non questo!
    A escritora tinha literalmente a faca e o queijo na mão (uma história, a Toscana, uma editora disposta a publicar o livro…) e produz uma obra literária tão sem sabor que ainda que o filme fosse um documentário, já seria melhor mesmo. Uma lástima. Quase comprei este livro uma vez, na estante virtual. Ainda bem que vc fez esta resenha, pois nem com preço de sebo vou arriscar comprar.
    Grazie tante!
    Un bacio e a presto!

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    • Isabela disse:

      Ciao, bella!

      Infelizmente, sim. Acho que a Frances perdeu uma grande oportunidade. Para mim, a grande diferença entre a Frances e a Marlena é que a Marlena realmente busca por pessoas italianas que tenham histórias para contar. Em todos os livros dela existem personagens-chave, com boas histórias de vida, que ajudam a “segurar” a história de vida da Marlena, na adaptação na Itália. Já a Frances é muito “eu, eu, eu”. Uma pena, ela tinha um assunto incrível nas mãos e acabou “americanizando” demais…

      Baci!

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Comentários

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