Strage di Capaci

Strage di Capaci

Hoje completam-se 24 anos desde o evento que ficou conhecido como strage di Capaci ou a tragédica de Capaci, o assassinato do juiz Giovanni Falcone.

Lembrando que hoje tem palestra sobre isso no Colégio Dante Alighieri, logo mais.

Falcone nasceu em Palermo em 18 de maio de 1939 e morreu enquanto voltava para a cidade em 23 de maio de 1992, juntamente com sua mulher e mais três homens que faziam a sua proteção.

Juntamente ao colega e amigo Paolo Borsellino, é considerado uma das pessoas mais importantes na luta contra a máfia na Itália.

Com uma ideia de Rocco Chinnici, nasceu o pool antimafia, que contava com a colaboração de Falcone, Borsellino e Giuseppe di Lello, que foi levado adiante por Antonino Caponnetto, já que Chinnici foi assassinado em 1983. Junto a eles, ainda estava Leonardo Guarnotta.

Os quatro, além de amigos, tinham um sonho em comum: restituir Palermo aos seus cidadãos e a Sicília aos sicilianos honestos. Eles se reservaram exclusivamente para tratar somente de assuntos ligados à máfia siciliana.

Já em 1985, por conta de alguns processos, a vida tanto de Falcone quanto de Borsellino passaram a receber ameaças e por motivos de proteção, eles ficaram um tempo com suas famílias em uma prisão.

Ali, derem início ao primeiro grande processo contra a máfia, conhecido como maxiprocesso de Palermo, que começou em fevereiro de 1986 e terminou em dezembro de 1987, com a sentença de 360 condenados a 2665 anos de cadeia e mais 11,5 milhões de liras a pagar.

Em dezembro de 1986, Borsellino foi nomeado o Procurador da República de Marsala e deixou o pool antimafia.

O pool terminaria pouco tempo depois da saída de Borsellino, que com a entrada de Antonino Meli, acaba dando passos para trás nos processos, para a frustração de Falcone. O pool acaba em julho de 1988, mas Falcone continuou sua luta contra a máfia.

Em junho de 1989, Falcone sofre um atentado enquanto passava férias em uma villa próximo ao mar. Esse incidente ficou conhecido como o Atentado de Addaura. Aparentemente, os assassinos não conseguiram explodir tudo por conta de um detonador defeituoso.

Entre 1988 e 1991, Falcone se dedicou intensamente aos casos da máfia.

O juiz normalmente passava seus finais de semana em Roma. Em 23 de maio de 1992, ele estava voltando do aeroporto de Punta-Raisi, em Palermo, quando houve a explosão de uma tonelada de TNT na estrada que ligava o aeroporto ao centro de Palermo, a Capaci.

O primeiro carro de sua escolta explodiu e matou na horas três agentes. O terceiro carro sofreu menos impacto e os agentes se salvaram. Falcone e sua mulher estavam no carro do meio. Estavam sem o cinto de segurança e acabaram saindo pelo para-brisa. Eles morreram algumas horas depois no hospital, após tentativas de reanimações.

Dois meses depois, seu grande amigo Paolo Borsellino também foi assassinado enquanto ia visitar sua mãe.

“Gli uomini passano, le idee restano. Restano le loro tensioni morali e continueranno a camminare sulle gambe di altri uomini”.
“Os homens passam, as ideias ficam. Ficam a sua tensão moral e continuarão a caminha pelas pernas de outros homens”.

Em frente ao seu apartamento, hoje existe uma árvore, na via Emanuele Notarbartolo, que recebe mensagens, presentes e flores dedicados ao juiz. É conhecida como “árvore Falcone”. Várias ruas e prédios da Itália recebem o nome de Falcone e Borsellino.

Tanto Giovanni Falcone quanto Paolo Borsellino receberam filmes em sua homenagem. Giovanni Falcone de 1993, Paolo Borsellino de 2004, e La Mafia Uccide Solo d’Estate de 2013, entre outros.

A revista americana TIME também o considerou um dos heróis dos últimos 60 anos.

“Che le cose siano così, non vuol dire che debbano andare così. Solo che, quando c’è da rimboccarsi le maniche e incominciare a cambiare, vi è un prezzo da pagare, ed è allora che la stragrande maggioranza preferisce lamentarsi piuttosto che fare”.
“Que as coisas sejam assim não quer dizer que devam ser assim. Mas é que quando temos que arregaçar as mangas e começar a mudar, existe um preço a pagar, e é então que a grandíssima maioria prefere se lamentar ao invés de fazer”.

Com certeza, ele arregaçou as mangas, porém é triste ver que em quase 30 anos após a sua morte, muito pouco mudou em relação à máfia.

Foto: Strage di Capaci (Reprodução)

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