Pinocchio

Pinocchio por Una lucciola...

Pinocchio ou também Le Avventure di Pinocchio (As Aventuras de Pinóquio) começou a ser escrito por Carlo Collodi em 1881.

Inicialmente, as histórias eram publicadas em um jornal. Foi assim até o capítulo 15 (do livro), quando Carlo parou de escrever somente para retomar mais tarde e escrever outras 21 histórias, que em 1883 compuseram os 36 capítulos do livro como conhecemos atualmente.

Acredito que todos conheçam por cima a história de Pinocchio, nem que seja aquela promovida pela Disney no filme de 1940: a saga do boneco de madeira para se tornar um menino de verdade.

Eu não me lembro do filme da Disney, que foi responsável por popularizar bastante a história de Collodi, nem sei se assisti de fato ou se vi apenas partes, mas já li em alguns lugares que o desenho é bem diferente do romance.

Considero a história de Collodi uma metáfora mais profunda. Para mim, vai além da transformação de um boneco preguiçoso a menino de verdade, é sobre uma transformação de um caráter.

Apesar de ter sido escrita quase dois séculos atrás, é como se a história não tivesse envelhecido, pois ela fala de coisas como a importância dos estudos e do trabalho para o enobrecimento do homem, e da importância de cuidar dos pais.

Pinocchio é uma criança que quer ser criança: brincar o tempo todo sem pensar em responsabilidades como estudar ou trabalhar para conseguir o pão, mas mesmo crianças precisam, desde cedo, aprender a importância delas.

Como diz o próprio autor: o ócio, se não tratado desde cedo, é um mal que não se cura mais depois de adulto.

A forma como Pinocchio vai transformando o seu caráter e aprendendo com seus erros, mesmo ele tendo persistido no erro muitas vezes, é tocante e nos faz refletir. E Collodi faz tudo isso sem infantilizar demais a história.

Méritos para ele. Não à toa a história se tornou um clássico.

A edição que eu tenho é da editora Feltrinelli com comentários de Fernando Tempesti, um estudioso tanto de Pinocchio quanto de Carlo Collodi. Confesso que os comentários na verdade rendem outro livro porque as notas chegam a ser mais extensas que o texto na maioria das vezes.

Sinceramente, não li nenhuma e acharia mais interessante terem feito um livro separado ou o estudioso ter feito um texto ao final do livro com as anotações mais importantes.

A edição é essa aqui. Mas se você tiver dinheiro sobrando em tempos de crise (rs) e quiser uma versão de luxo e limitada em português, recomendo essa edição da Cosac Naify (#ripcosac)! Se alguém quiser dar de presente: estou aceitando! rs

De forma geral, para mim, Pinocchio pode ser lido em todas as idades. Nunca se é velho demais para ler esse verdadeiro clássico!

Foto: Pinocchio de Carlo Collodi por Una lucciola…

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3 comentários sobre “Pinocchio

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