Pavarotti: A Voice For The Ages

No sábado à noite, a TV Cultura exibe um programa chamado Clássicos às 21:30. O escolhido desse sábado de Páscoa foi o tenor Luciano Pavarotti.

Resolvi assistir porque conheço muito pouco sobre a história dele. Esse documentário foi, na verdade, lançado em DVD, chamado: Pavarotti – A Voice For The Ages.

Eu perdi os primeiros cinco minutos, mas o programa, além dos comentários dos especialistas da TV Cultura, foi uma mistura de importantes performances de sua carreira com outras entrevistas cedidas por ele.

Mostra como ele saiu de “um” tenor para ser “o” tenor. Vou comentar as partes que eu me lembro e/ou me chamaram atenção.

Uma das coisas que eu menos imaginava é que ele fosse professor antes de partir para a carreira musical. E depois vi que na verdade, ele queria ser goleiro.

No documentário, ele comenta que para suas grandes estreias, ele sempre escolhia fazer La Bohème, porque trazia sorte. Foi assim em suas estreias em Milão, Paris e nos EUA, a que ele considera a mais importante.

Fazer o duque em Rigoletto deu muito dinheiro a ele porque era um papel que ninguém conseguia fazer, assim, ele fez várias performances desse papel. Sua participação na TV também foi importante porque ele achava sua desenvoltura de palco boa, mas sua expressão facial sim. A TV deu a oportunidade de ele mostrar essa capacidade.

Achei engraçado quando ele foi entrevistado para um programa de TV americano, no qual o apresentador comentou que o problema de se trabalhar com o Pavarotti era de que ele paquerava muito as mulheres. Ele respondeu: apenas 200 ou 300 vezes por ano.

Seu pai foi uma das pessoas que mais era contra sua carreira, mas sua mãe dizia que a voz dele tinha algo de especial. Ele achava que era coisa de mãe isso, mas ela dizia que não, que o pai dele não tinha o mesmo – o pai ficou furioso.

Pavarotti gostava de se apresentar para grandes públicos em lugares abertos ao invés de teatros menores. Foi assim com os quase meio milhão de pessoas no Central Park em Nova York ou quando tocou em Londres e dedicou “Donna Non Vidi Mai” a princesa Diana.

Gostava tanto dessas apresentações que decidiu sair em turnê por conta própria para se apresentar em espaços abertos e divulgar a ópera para as pessoas, para que elas vissem que os tenores são pessoas normais.

Ele dizia que a música, assim como o esporte, é para todos e por isso ele gostava de se apresentar para grandes públicos.

Pavarotti era um homem de superstições. O lenço começou em uma apresentação nos EUA que ele estava gripado. Ele pediu um lenço, mas ninguém tinha. Um garçom ofereceu um guardanapo. Depois disso, ele mandou fazer 20 lenços de seda do tamanho daquele guardanapo, que se tornaram seus amuletos de sorte e marca registrada.

O documentário também focou nos duetos de Pavarotti com os cantores pop para ajudar crianças que sofriam com guerras. Ele disse se lembrar da guerra e de como ele e sua família ficavam no porão e para passar o tempo, cantavam.

Pavarotti ficou muito conhecido por conta de suas causas beneficentes. Ele disse que recebeu tanto do mundo por conta de sua voz que isso o fez refletir sobre o que era importante. Por que ele não poderia devolver aquilo que recebeu?

O documentário se encerra* com ele mencionando que os italianos estão sempre com saudade de casa, então quando ele canta fora, ele leva pelo menos uma canção que fale sobre essa saudade da Itália, e se encerra com ele cantando “Torna a Surriento”.

Quem tiver acesso ao documentário, vale a pena assistir. Acho que ele consegue aproximar Pavaortti das pessoas ao mostrar uma pessoa ‘comum’ apaixonada pela música. E sim: que voz!


*Acho que o documentário ainda exibe outra música após essa, mas se bem me lembro, esse é o último comentário do Pavarotti.

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