Addio, Umberto!

Umberto Eco

Ontem à noite cheguei em casa e vi alguns artigos relacionados a Umberto Eco. O motivo? Sua morte. Não acreditei de primeira porque há poucas semanas havia lido sobre um livro que ele pretendia lançar ainda esse ano.

Mas sim, Umberto partiu na sexta-feira, dia 19, aos 84 anos em sua casa em Milão por conta de um tumor contra o qual ele lutava havia dois anos.

Uma dura perda para a literatura italiana (e que ano de perdas dolorosas esse. Deus, para que meu coraçãozinho não aguenta). Gostei muito desse artigo do Corriere della Sera:

Percorrer a vida e a carreira de Umberto Eco significa reconstruir um pedaço importante da nossa história cultura, até porque Eco representou, acima de tudo, a desconstrução de um sistema velho e persistentemente acadêmico.

O artigo menciona o fato de Eco ter se formado em filosofia, mas que sua vida não se resumiria àquela acadêmica. Ainda no mesmo ano de sua formação, participou de um concurso na Rai, que venceu e dali, ele passou a se alternar em papeis institucionais e imprevisíveis reinvenções.

O elemento principal de seus trabalhos foi sempre a curiosidade. Foi um dos estudiosos italianos que abraçou com mais vigor e interesse o estudo da semiologia e com seu empenho, entrou com força nos programas de estudo universitário.

Termino com uma frase de, provavelmente, seu livro mais célebre, O Nome da Rosa:

Non tutte le verità sono per tutte le orecchie“.

Nem todas as verdades são para todos os ouvidos. Descanse em paz, Umberto!

Foto: Umberto Eco (Reprodução)

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