O Barão Nas Árvores

O Barão nas Árvores por Una lucciola...

O Barão nas Árvores (Il Barone Rampante) foi escrito por Italo Calvino em 1957. Ele faz parte da trilogia Os Nossos Antepassados, sendo o segundo dos três volumes. O primeiro, O Visconde Partido Ao Meio, eu já li e comentei em um post.

A ideia do livro teria partido de uma história que Italo ouviu de Salvatore Scarpitta, em um restaurante, e suas aventuras pelas árvores aos 12 anos.

A história é narrada por Biagio, irmão do protagonista das histórias contadas, Cosme, o jovem barão Chuvasco de Rondó e primogênito da família. Durante uma discussão familiar, Cosme abandona a mesa e sobe para as árvores, de onde não sairia mais.

Dali, ele vai expandindo seu ‘território’ e vive sua vida, tendo alguns encontros entre as árvores. É claro que o fato se espalha pela cidade inteira, chegando inclusive a outros países e ninguém sabe ao certo se Cosme é louco ou genial.

A narração da história se passa durante a época da Revolução Francesa e termina durante o período da Restauração.

O que poderia ser considerado um capricho, provou-se o contrário. A família achava que Cosme estava apenas blefando, mas ao fim, teve que se acostumar com a ideia de ter um filho morando entre as árvores.

O jovem foi se adaptando conforme as necessidades, aprendendo a caçar e a pescar, sem nunca colocar os pés no chão. Chegou a ser o protetor das matas e dos habitantes também. Com um estilo de vida inusitado, ele se tornou muito popular.

Durante sua vida nas árvores, Cosme dedicou boa parte dela às leituras, ajudando inclusive um ladrão, que acabou se esquecendo da vida de fora da lei para alimentar sua vontade por mais livros.

É extremamente fantasioso ouvir todas as histórias relatadas pelo irmão Biagio, que vão desde cartas a Voltaire até a um encontro com Napoleão, e o outro com piratas. O fim de Cosme acontece da forma que eu diria ideal: sem colocar os pés no chão.

Quando a sinopse, achei simplesmente genial e fiquei bastante empolgada. Após terminar o livro, confesso que esperava mais.

É sem dúvida um livro bastante fantasioso e talvez um dos mais característicos de Calvino. A leitura é extremamente agradável e em vários pontos divertidas. É como se você fosse levado em uma viagem para as árvores juntamente com Cosme.

Acho que esperava mais histórias, mesmo o livro já apresentando tantas. Talvez seja esse o gosto que fique: querer mais, de tão genial que foi a ideia de Calvino.

Para quem gosta dos romances de Italo Calvino, O Barão Nas Árvores é, sem dúvidas, um dos mais imperdíveis.

Foto: O Barão nas Árvores de Italo Calvino por Una lucciola…

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