#Eurotrip2015: dia 13

#Eurotrip2015: dia 13 por Una lucciola...

headphone Para ler ouvindo: Milano – Alex Britti
“É Milão com os seus mil dialetos, com as semanas longas, com os escritórios…”

Munique já me parecia tão distante nesse momento. Era dia de partida.

Já tinha deixado tudo arrumado na noite anterior, então basicamente só tomei café, guardei o que faltava na mala, fechei e fui embora. Peguei o trem das 9:10 e cheguei bem depois das 10:00 porque ele atrasou, claro, rs.

Depois, uma fila enorme para deixar a mala no depósito. Aliás, achei a estação bem mal sinalizada. De repente, as placas de deposito bagaglio somem e você tem que adivinhar que ele ficou a sua esquerda.

Acho que demorou quase meia-hora para eu ser atendida.

Penso que Milão não goste de mim tanto quanto eu não gosto dela. Se eu colocar as minhas fotos de 2010 com as de 2015, você nem nota a diferença porque o céu estava nublado igual. No dia anterior: sol. No dia seguinte a minha passagem: sol. Presumo que seja pessoal… rs.

Enfim, rumei para o Duomo e, olha, Milão pode não ser – nem de longe – uma cidade que eu goste, mas rever a catedral me causou a mesma emoção de cinco anos atrás. Ela ainda continua magnífica.

É sempre uma emoção!

É sempre uma emoção!

E como a praça estava atolada de gente. Visitar a catedral também virou uma dor de cabeça, provavelmente por conta da EXPO: desembolsei €15,00 para entrar na catedral e subir no terraço. Tinha fila para comprar ingresso e você ainda era revistado para entrar.

Vai ter Masterchef França sim. E se reclamarem, vai ter o Junior!

Vai ter Masterchef França sim. E se reclamarem, vai ter o Junior!

Só para avisar: gente, tem caixa do lado esquerdo da catedral. E não tem fila nele, viu? Não sei porque todo mundo estava se matando em uma fila que dava VOLTAS do lado direito se o esquerdo estava totalmente vazio. Povo AMA uma fila, hein? Parecem até paulistanos… rs.

Galleria Vittorio Emanuele II por Una lucciola...

Apenas peguei o ingresso e passei pela Galleria Vittorio Emanuele II, que também continua maravilhosa e fui saldar meu amigo Leonardo (da Vinci), rs, do outro lado na praça em frente ao Teatro Alla Scala.

Voltei para a Galleria para conhecer o famoso touro. Continua com um buraco no lugar das bolas! Pobre touro… e eu não consegui fazer minha contribuição de pisar três vezes no saco dele por motivos de: tinha fila.

Pobre touro...

Pobre touro…

Tinha fila para pisar no saco do touro. Milão, você é impressionante. A São Paulo italiana mesmo! Com a diferença de que eu ♥ SP.

Sinceramente, apesar de todas as suas características serem praticamente iguais às paulistanas, eu não consigo me apegar à Milão. Pode ser que tenha a ver com as pessoas… não sei.

Lindíssima!

Lindíssima!

Peguei o metrô até a Cadorna (mal sabia eu que dava uns 15 minutos a pé) e fui encontrar a igreja Santa Maria delle Grazie. Tem placa indicando o caminho logo na saída do metrô, então não se preocupem. Fica a uns 5 minutos a pé da estação.

Igreja Santa Maria delle Grazie

Igreja Santa Maria delle Grazie

Finalmente eu veria uma das maiores obras de arte do mundo.

A Última Ceia de Leonardo da Vinci

A Última Ceia de Leonardo da Vinci

Como cheguei antes do meu horário, consegui dar uma volta pela igreja. Estava tendo uma exposição no claustro sobre a Última Ceia. A igreja é bem simples e provavelmente isso tem a ver com o fato de que ela foi destruída durante a Segunda Guerra, então não deve ter sido reconstruída na sua totalidade.

Interno da Santa Maria delle Grazie

Interno da Santa Maria delle Grazie

A entrada para ver o Cenacolo fica a esquerda da igreja, já que a pintura fica no antigo refeitório. Para entrar, você precisa passar por duas portas automáticas, sempre esperando a outra fechar para que a da frente possa abrir. São medidas de segurança.

Os quinze minutos são cronometrados e passam voando. Eu sei que essa obra sofreu inúmeras alterações por contas de seus restauros. O próprio local foi praticamente destruído na guerra, mas estar num ambiente que Leonardo esteve, diante de sua obra, é algo indescritível.

Poderia passar o dia ali tranquilamente.

Me emocionei bastante e saí de lá meio atordoada, pensativa, não sei. Acho que na verdade, só queria poder voltar e ficar mais alguns minutos com a pintura. Se você for a Milão, vá ver o Cenacolo por tudo que há de mais sagrado. Vá!

Castello Sforzesco

Castello Sforzesco

Quando cheguei perto da estação, reparei que o Castello Sforzesco era logo atrás, dei uma passadinha e a estrutura dele é muito bonita! Ali fica a Pietà Rondonini de Michelangelo, a que ele trabalhava pouco antes de morrer.

Infelizmente, não deu para ver a Pietà, ficará para a próxima.

Por mais que eu não goste de Milão, tenho que admitir que a cidade é fantástica! Talvez o fato de eu ter pegado a cidade nublada as duas vezes tenha colaborado. Quem sabe um dia de sol não mude a impressão negativa…

As ruas enfeitadas por conta da EXPO

As ruas enfeitadas por conta da EXPO

Voltei ao centro e só queria um lugar para comer, mas estava impossível. Logo que pus os pés na cidade, eu agradeci por ter ficado em Bergamo, cidade tranquila, porque Milão já é meio caótica por natureza, com a EXPO, ela era a personificação da palavra CAOS, rs.

Parei em um bar qualquer, pedi um pedaço de pizza e mal consegui um lugar para apoiar e comer. Que nervoso não conseguir comer em paz!

Não tá valendo, não, Alex...

Não tá valendo, não, Alex…

Sobraram alguns euros e uma pessoa normal ou gastaria comprando roupas, maquiagem ou acessórios ou com comida cara. Eu disse uma pessoa normal.

Eu mesma passei na Feltrinelli e comprei o DVD do Ligabue (Giro del Mondo. Tem o show de SP ♥) e o livro Gomorra do Roberto Saviano. E Alex Britti que me desculpe: amo Bene Così e queria trazer uma cópia, mas você não está valendo €18,99. Apenas não.

Vista do terraço para a praça

Vista do terraço para a praça

Subi até o terraço da catedral e eles estão começando a limpar cada um dos adornos da parte de cima, que são muitos. Tem até campanha para adotar uma das estátuas (tem um nome mais específico, mas eu esqueci). A vista do terraço é impagável! Continua bonita.

Depois, entrei na catedral e que desespero!

Não conseguia andar lá dentro porque tinham grupos e mais grupos de pessoas para todos os lados. Desci nas criptas e foi pior. Nossa, que nervoso! É horrível você não conseguir andar em uma igreja – e olha que ela é ENORME.

Interno da catedral

Interno da catedral

E aliás, ela está bem diferente do que eu lembrava. Ou do que eu não lembrava, rs. Muito bonita, mas hoje não dá para chegar nem perto do altar, coisa que podia há 5 anos.

Agora, parando para refletir, eu fui uma completa idiota. Mas muito idiota.

A cidade estava recebendo a exposição do Giotto L’Italia, eu sabia e queria ir. E ao invés de eu ter ido nessa exposição, eu optei por voltar à catedral que eu já tinha visto.

Claro, eu tenho um caso de amor pela catedral de Milão, mas pensando pela lado inteligente, foi muita burrice. Quis me chutar muito quando me dei conta disso, mas já era tarde, rs.

Enfim, foi bom ter revisitado o Duomo porque eu não me lembrava de quase nada da parte interna. Só foi ruim ter que dividir espaço com outras mil pessoas.

O menor e mais caro entre os gelati

O menor e mais caro entre os gelati

Voltei à estação, peguei a mala e o trem para o aeroporto, não sem antes fazer minha última ceia, tomar meu último gelato. Peguei um da Venchi na estação mesmo. Depois eu vi que mais ao fundo tinha uma Rossopomodoro e devia ter experimentado a pizza, mas meu trem já estava quase saindo.

O gelato da Venchi é o mais caro em relação tamanho x preço. E vou dizer: nem é melhor #ficadica. Obrigada. De nada.


headphone Para ler ouvindo: Interlude – Sophie Ellis-Bextor
“E eu estou indo para casa esta noite. Estou indo para casa. Casa.”

A mesma chuva para ir embora...

A mesma chuva para ir embora…

Pegar o trem até o aeroporto é um sossego, só que leva quase uma hora porque o trem vai na maior paz do universo, quase parando.

Eu ainda tinha uma escala em Madri – que me deixaria esperando cinco horas no aeroporto de Bajaras porque o voo atrasou quase duas para sair -, mas eu me lembro bem da última vez que deixei a Itália: foi muito difícil.

Foi um choro sofrido, sabe? Dessa vez não. O choro foi de felicidade, de muita realização porque eu não deixava nada para trás. Fiz tudo que eu queria fazer (salvo algumas exceções. Beijos, Turim! rs), fui surpreendida tantas vezes e vi tanta coisa que eu jamais achei que veria.

Passei uns perrengues/sufocos, mas que nunca? Viagem sem isso não é viagem. Tem que ter correria, tem que ter trens perdidos (acontece! rs), tem que ter roxos, alguns apertos… tem que ter EMOÇÃO!

Mas teve tanta, TANTA coisa boa.

Eu planejei essa viagem com tanto cuidado, tanto zelo e ter conseguido fazer a maioria das coisas é uma sensação de realização imensa. Ter fugido do roteiro também, porque foi quando eu tive as minhas maiores surpresas da viagem.

Por isso eu digo: tenha um roteiro, sim, mas se permita fugir dele quando achar que deve.

Apesar da espera no aeroporto, que é sempre um saco, principalmente quando você está exausto, o mais importante para mim é que aquela noite eu voltava para casa. Partir é ótimo e eu super defendo que todo mundo deveria fazer isso.

Mas admito, voltar para casa (já pensando na próxima partida, claro) é melhor ainda!

PS.: e assim, acabam os posts sobre a viagem. Obrigada por acompanharem :) – mas amanhã, ainda rola um roteirinho para Milão ;)

Fotos: Milão por Una lucciola…

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2 comentários sobre “#Eurotrip2015: dia 13

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