#Eurotrip2015: dia 10

#Eurotrip2015: dia 10

headphone Para ler ouvindo: Not There Yet – Eric Hutchinson
“Eu não quero mais trabalhar. Ao invés disso, eu só quero viver. Todos dizem que eu estou todo crescido. Venho de um longo caminho, mas ainda não cheguei lá”.

Sabe quando você tem oportunidade de dormir até mais tarde e seu cérebro diz: “não, veja todas as possibilidades do dia!” Pois é.

Tinha me programado para fazer a linha preguiçosa no domingo e acordar somente às 8:00 – até porque as atrações dificilmente abrem antes das 9:00 na Itália. Mas às 7:20 eu já estava com o olho abertão.

De todo jeito, ganhei uma hora de sono porque a Europa atrasou os relógios em uma hora naquela madrugada. No horário antigo, eram 8:20. Então, perdoei meu cérebro e fiz as coisas na maior paz do mundo.

Fui até a estação comprar as passagens de trem que eu precisava e vi uma FILA que dava voltas. Desisti na hora e fui até um guichê comprar o Bergamo Card.

Para quem quiser adquirir, saiu da estação, atravesse a rua, siga pela esquerda passando pelo Mc Donald’s. Ali terá um centrinho comercial. Em frente as plataformas de ônibus tem um guichê que vende. Não é tabacaria, é guichê normal mesmo.

Rocca

Rocca

Depois, segui andando até a estação do funicular e comecei meu passeio pela Rocca, que hoje é um memorial de guerra e um pequeno parque bem gostoso. Tem uma vista incrível para a cidade alta. Entrando na praça do museu, existem uma escadas que te levam ao topo da Rocca.

As torres da Città Alta

As torres da Città Alta

Bem pertinho, fica o ex-convento de São Francisco, com seus claustros maior e menor. Ele foi destruído durante as guerras napoleônicas e chegou a dar lugar a uma prisão. Hoje, somente os claustros são visitáveis.

A Piazza Vecchia estava abarrotada de gente, segui reto para chegar na Piazza della Cittadella e não sei qual estava pior. A da Cittadella estava com uma feirinha de artesanato, mas estava tão cheia que segui reto e decidi visitar o Orto Botanico Lorenzo Rota, um jardim que dá preferência a espécies alpinas.

Quase impossível andar!

Quase impossível andar!

O local é bem perto do céu (quando você acha que a cidade alta não pode ficar mais alta, rs). E nesse momento, eu jurei que visitaria um cardiologista na volta ao Brasil porque não foi fácil, rs.

O jardim botânico Lorenzo Rota

O jardim botânico Lorenzo Rota

Paz :)

Paz :)

Foi muito bom ficar ali, especialmente porque estava sol. É um ambiente muito gostoso! Eu sou suspeita porque gosto muito de lugares assim. E ele é relativamente grande, sem muita definição de onde começa e termina o quê.

Siga as placas!

Siga as placas!

De lá, são dois pulinhos até a Casa Natal de Gaetano Donizetti, um famoso compositor de óperas italianas e que nasceu e morreu em Bergamo. Hoje sua casa é um patrimônio. A casa em si era pequena, com apenas dois cômodos, no subsolo.

A casa natal de Gaetano Donizetti

A casa natal de Gaetano Donizetti

É monumento nacional

É monumento nacional

Hoje, como virou museu, ela tem um andar que conta toda a trajetória de Donizetti e outro onde existem apresentações. No dia que eu fui, estava tendo um ensaio, pois haveria uma apresentação no meio da tarde.

A porta Sant'Alessandro

A porta Sant’Alessandro

Voltei a Piazza Vecchia para almoçar e estava praticamente impossível andar. Como até mesmo os museus fecham entre 12:00 e 14:30, eu resolvi aceitar o destino (rs), pegar uma porção de fritas (porque eu sou saudável), sentar nas escadas do Palazzo Nuovo e curtir uma música ao vivo e o movimento da praça.

#vidasaudável

#vidasaudável

Se não pode vencê-los, junte-se a eles! O jeito é adotar o melhor estilo do dolce far niente e ‘morgar’ no almoço também junto com os bergamaschi.

Terminado meu saudável almoço, visitei a Cappella Colleoni, que é bem pequenininha e é o mausoléu de Bartolomeo Colleoni. Ela é bem bonita. As igrejas e a capela estavam abertas no almoço (ainda bem! rs).

O Campanone, a famosa torre da cidade, também não fechou e eu aproveitei para subi-lo. Atualmente, só pode se subir de elevador (obrigada, Senhor, pela graça alcançada, rs). A torre é pequena, com pouco mais de 50 metros e tem uma linda vista para a Piazza Vecchia e a Piazza del Duomo. Vale bastante a pena subir!

Voltei para a Piazza della Cittadella (esse foi o dia que eu fiquei andando para lá e para cá que nem bocó na cidade alta, rs) e peguei o funicular de San Virgilio para ir até o castelo. Seria uma belíssima subida a pé (quando você acha que a cidade alta não pode ficar mais alta [2]).

Castel di San Virgilio

Castel di San Virgilio

O Castel di San Virgilio está praticamente abandonado. Hoje, ele virou um parque aberto. É possível passar por uma parte interna do castelo, mas somente para subir uma das torres e sair na parte superior do parque.

Parque San Virgilio

Parque San Virgilio

Ainda assim, é muito gostoso ficar ali. Nesse momento, começou a esfriar porque o sol já estava encoberto pelas nuvens.

Desci e visitei o Museo Civico e di Scienze Naturali, que fica na Piazza della Cittadella. Ela já estava menos cheia. O museu não, rs. Ele já começa com um grande mamute na entrada. Imagine as crianças indo a loucura, rs.

As crianças tudo pira! rs

‘As’ criança tudo pira! rs

Muitas famílias estavam ali exatamente porque tem muito animal empalhado, que você pode inclusive tocar. Já disse que adoro museus que você pode tocar? rs. Ele tem essa parte que fala de animais, outra de minerais e mais um museu étnico. Gostei bastante.

Voltei a Piazza Vecchia e visitei o Palazzo del Podestà e o museu das relíquias da catedral. O primeiro achei eletrônico demais. Tudo era com vídeo, achei chato e não tive paciência, rs. As relíquias da catedral são as joias e as antigas fundações dela (adoro ruínas). Achei bem interessante.

Nesse momento, eu tive a ideia de jerico: consultei na internet (Bergamo oferece wifi gratuito nas principais praças) e vi que a Accademia Carrara fecharia somente às 20:00. Eram umas 17:00, mas eu precisava passar na estação para comprar passagens.

Voltei à cidade baixa e apenas um guichê estava atendendo, o que resultou em mais de meia-hora de fila. Ainda eram 18:00 (e já estava escuro pra c*cete. Adeus, horário de verão!).

Peguei um ônibus, desci no ponto errado, voltei um ponto inteiro e: dei de cara com a porta porque a Accademia Carrara fechava às 19:00.

Detalhe: a informação está no site oficial.

Eu fiquei, tipo, pouco p*ta. Só não fiquei mais porque esse museu não estava nos meus planos, eu ia apenas aproveitar o tempo livre e minha incrível disposição depois de um dia inteiro correndo de um lado para o outro da cidade alta que nem bocó, rs.

Se eu fiz um planejamento para esse dia? Claro que fiz! Se eu segui? Óbvio que não, rs. Como a cidade estava muito cheia, acabei alterando umas partes do roteiro para aproveitar o que estava vazio (odeio muvucas).

No fim das contas, agradeci que eu pude tomar um bom banho e deitar na cama mais cedo! Relembro o que minha amiga me perguntou (beijos, Morena!): “o que você faz à noite?”. Eu durmo! Fim! rs

Fotos: Bergamo por Una lucciola…

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3 comentários sobre “#Eurotrip2015: dia 10

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