#Eurotrip2015: dia 2

#Eurotrip2015: dia 2 por Una lucciola...

headphone Para ler ouvindo: Never Let Me Go – The Jeremiah Brothers
“Agora a única coisa que eu quero e tudo que eu preciso saber, a única coisa que eu preciso é que você nunca me deixe ir”.

A previsão era de sol, mas abri a janela e: hello, darkness, my old friend, rs. Um dia bem, bem nublado. Engoli o choro (rs) e #partiu para a Odeonsplatz.

Essa praça tem alguns pontos turísticos bem relevantes, como o Residenz, antiga residência real, que é enorme, o Hofgarten, que é o jardim da corte, a Theatinerkirche, a igreja dos teatinos e a Feldherrnhalle. Quem já passou por Florença reconhecerá esse último.

Ele foi encomendado pelo rei Ludwig I em Florença para comemorar os grandes feitos do exército bávaro. Então não, você não está tendo ilusões e achando que a Feldherrnhalle é a cópia da Loggia dei Lanzi na Piazza della Signoria em Firenze.

Esse local também presenciou um momento crucial na história alemã (e mundial): aqui basicamente começou a caminhada de Hitler ao poder. Em 9 de novembro de 1923, houve um confronto entre a polícia e os seguidores de Hitler durante uma manifestação política, o que resultou em algumas mortes. O episódio ficou conhecido como Putsch de Munique.

Feldherrnhalle

Feldherrnhalle

Nesse dia, provavelmente ia ter um evento na praça porque eles estavam montando um palco, então ficou meio difícil observar as coisas dali. Entrei na Theatinerkirche, cuja fachada está passando por restaurações.

Para mim, a igreja mais bonita de Munique, totalmente em barroco. Ela é toda trabalhada em branco e demorou mais de um século para ser completada. Fiquei por muitos minutos sozinha apreciando a igreja.

Segui para o Hofgarten e: o sol apareceu, entre as nuvens nubladas. O primeiro jardim da corte foi feito em estilo renascentista, mas foi totalmente destruído na Segunda Guerra. Hoje, o paisagismo é inglês, apesar de terem tentado manter o formato original.

Hoje ele é praticamente um parque, onde as pessoas vão para correr ou andar de bicicleta. Muitas famílias também passam ali, e no caso do dia em que eu estava, até mesmo noivos fazendo fotos para o álbum de casamento!

Sendlinger Tor

Sendlinger Tor

Acho que passei uma hora ali antes de ir para a Sendlinger Tor, uma das quatro portas da cidade. Ela está praticamente intacta, já que foi pouco danificada durante a guerra e restaurada no final dos anos 80.

Seguindo reto, cheguei a Asamkirche. Ao invés de uma igreja, eu diria que ela é mais uma capela privada. Ela foi construída a pedido dos irmãos Asam ao lado da casa deles (que hoje é uma loja). Ela é bem pequena e considerada uma joia do estilo rococó. Os irmãos podiam admirar o altar da janela de um dos quartos.

Voltei ao centro, ao Viktualienmarkt para almoçar. Resolvi me arriscar na comida alemã. Dois pedaços de carne assada com salada de batata e uma cerveja. Obviamente eu me esqueci que a carne em questão era de porco, rs #alocka

Almoço no Viktualienmarkt

Almoço no Viktualienmarkt

Achei o tempero alemão bem forte. A carne é uma delícia, mas não aguentei comer tudo. A salada de batatas é gelada, levemente adocicada, e também forte no tempero. A cerveja, bem… conclui que não gosto de cerveja mesmo! rs

Nesse momento também percebi que tinha perdido €20,00. Quando fui comprar a passagem de metrô, não consegui e tive que pedir ajuda porque a máquina não aceitava nenhuma nota. Como tentei colocar todas, acho que nesse momento, a de 20 foi-se com o vento… #chateada.

Fiquei injuriada por que quem gosta de perder as coisas? E quem gosta de perder dinheiro? E vou além: quem gosta de perder euros!?!? rs

Mas vale ressaltar que uma alemã muito solícita, mesmo sem falar inglês, foi lá e comprou a passagem para mim e ainda disse: valide na máquina azul! E eu entendi tudo, claro, #sqn! Mas ela fez muitos gestos, então deu para entender!

Terminado o almoço e o “mimimi, perdi 20 euros”, peguei o tram até o Schloss Nymphenburg. O castelo, uma construção barroca, servia de casa de verão aos governantes da Baviera. Algumas de suas salas foram redesenhadas em estilo neoclássico ou rococó.

Ele é enorme, mas atualmente só alguns quartos podem ser visitados.

Nymphenburg Schloss

Schloss Nymphenburg

Da metade de outubro até metade de março, parte dele fica fechado, ficando aberto apenas o palácio em si e os museus. O parque é sempre aberto e gratuito. O local é muito bonito, uma Versailles muniquense, rs. Os jardins são enormes, uma manhã ou tarde inteira é necessária para visitá-lo por completo.

Na volta, deixei minha bolsa no tram. Pois é, minha cabeça estava avoada esse dia. Minha sorte foi um anjo da guarda que me avisou – e o tram que não tinha partido ainda. Senão, eu seria a louca correndo atrás do tram em Munique, rs.

Passado o susto, desci até a Karlsplatz, mas estava tão ABARROTADA de gente (era sábado fim de tarde), que eu simplesmente desisti. Muvucas me deixam meio irritadas. Dei meia volta e voltei a pé até a estação (sem querer. Fui andando meio sem rumo e tá-dá: estação central, rs).

Isartor

Isartor

Peguei um S-Bahn até a Isartor, outra porta da cidade que fica próxima ao rio Isarco. Foi a única a manter a torre principal e o desenho original. Estava tendo uma exposição com fotos de Munique durante a Guerra, eram bem interessantes.

Como ainda era cedo (apesar do tempo nublado dar outra impressão), resolvi visitar o parque olímpico. Munique recebeu os Jogos de 1972 e hoje, o local que recebeu os Jogos virou um grande parque (grande MESMO). O monumento mais famoso é a Olympiaturm, a torre olímpica, com seus 291 metros de altura. O elevador sobe a 7 metros por segundo.

Olympiaturm

Olympiaturm

O sol que apareceu de manhã já tinha ido embora há muito tempo e tinha uma garoa fina (e chata). O resultado foi uma visibilidade bem ruim para a cidade. Com o tempo aberto, deve ser uma linda vista! O parque fica mais afastado do centro antigo, então fica difícil reconhecer alguns pontos.

Coladinho com o parque fica o BMW Welt, o mundo da BMW (e do outro lado da rua, o museu). Passei por passar porque eu adoro ver carros e motos expostos… só que não! rs

BMW Welt

BMW Welt

Ainda bem que não fui ao museu porque eu daria de cara com a porta pelo horário (e no dia seguinte, ele estaria fechado para um evento também). Eu já estava exausta nesse momento, então resolvi voltar para descansar.

Para finalizar meu dia distraída, as linhas que vão até o parque olímpico são duas: a U2 e a U8, a última é um híbrido de estações, fazendo paradas diferentes da U2. Peguei o U8, que desce na estação onde eu estava, vi a estação que eu deveria descer e ainda pensei: “nossa, acho que essa aqui é estação do Oktoberfest”.

Pois é, gente. Cheguei na Alemanha e o alemão conhecido como Alzheimer chegou junto comigo… rs.

Fotos: Munique por Una lucciola…

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2 comentários sobre “#Eurotrip2015: dia 2

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