Frida Kahlo no Tomie Ohtake

Frida Kahlo no Tomie Ohtake

Acho que nem preciso mencionar essa exposição como uma dica para o final de semana paulistano porque as filas falam por si: mais de duas horas de espera, mesmo com ingressos antecipados em mãos.

A exposição Frida Kahlo: conexões entre mulheres surrealistas no México começou no final de setembro (e vai até 10 de janeiro de 2016) no Instituto Tomie Ohtake, responsável por trazer a MEGA visitada exposição da Yayoi Kusama (Obsessão Infinita), Salvador Dalí e, mais recentemente, a do Miró (A Força da Matéria).

Fui em todas essas exposições e posso afirmar que o Tomie Ohtake é um dos lugares com mais filas em São Paulo, que normalmente valem a pena. Todas as exposições foram muito boas. Algumas com poucos itens, mas bastante interessantes.

Com a exposição da Frida não é diferente. Das últimas exposições que eu fui, essa é, sem dúvidas, uma das melhores (beijos, Kandinsky – Tudo Começa Num Ponto, que foi linda demais). Os fãs da pintora mexicana conseguirão ver 20 obras dela de perto, além das obras de outras 15 artistas.

A ideia da exposição é mostrar a ligação entre mulheres artistas, mexicanas ou estrangeiras, ligadas ao surrealismo. Frida Kahlo é a ligação entre elas, pela influência por ela gerada. Muitas eram amigas de Frida e, como ela, desejavam resgatar a cultura e as tradições mexicanas.

Algumas das artistas estrangeiras, como Remedios Varo, Alice Rahon, Leonora Carrington e Kati Horna, vieram fugidas da guerra. Outras vieram pelo fascínio causado pelo México.

Frida, cujo nome completo era Magdalena Carmen Frieda Kahlo y Calderón, nasceu em 6 de julho de 1907, em Coyoacán, México, onde morreu aos 47 anos em 13 de julho de 1954. Seu pai era um judeu alemão e sua mãe uma índia mexicana.

Aos seis anos, Frida teve poliomielite, que deixou uma sequela em seu pé esquerdo, e aos 18 sofreu um gravíssimo acidente quando o bonde em que viajava se chocou com um trem e ela teve suas costas perfuradas e a pélvis atravessada pelo para-choque. Ela precisou reconstruir seu corpo inteiro, com 35 cirurgias, e passou meses no hospital entre a vida e a morte.

Foi durante esse período de recuperação que Frida começou a pintar, usando um cavalete adaptado à cama e as tintas de seu pai. Aos 21 anos, entrou para o partido comunista mexicano, onde conheceu Diego Rivera, seu marido.

O casamento foi conturbado, com uma separação e muitas traições. Quando voltaram em 1940, ela construiu uma casa igual a do marido, ao lado da dele. As casas eram ligadas por uma ponte, então os dois continuavam casados, mas vivendo separadamente.

Por conta do acidente no bonde, o útero de Frida foi muito afetado e ela nunca conseguiu ser mãe, pois não conseguia carregar uma gravidez até o fim, sofrendo vários abortos. Também tentou suicídio diversas vezes.

A causa da morte de Frida teria sido uma embolia pulmonar, pois ela tinha contraído pneumonia dias antes de morrer. Porém, não é descartada a hipótese de suicídio.

Instituto Tomie Ohtake

Rua dos Coropés, 88, Pinheiros – São Paulo
De de terça a domingo, das 11:00 às 20:00.
Ingressos: R$10,00 / R$5,00 (meia).
Reservas pelo site da ingresse.com ou pelo aplicativo do Instituto.
Às terças, a entrada é gratuita.
Até 10 de janeiro de 2016.

Dica para quem vai enfrentar a fila: chegue pelo menos uma hora antes do início do seu horário. Leve sombrinha se estiver sol, além de água.

Este post foi programado, pois atualmente estou de férias. Comentários, erratas, entre outros serão verificados após o dia 03 de novembro de 2015. Para não perder as postagens, acompanhe o blog no Facebook, Twitter, Google+ e Instagram. Até a volta! ;)

Foto: Autorretrato con monos (Reprodução)

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