Os meus 10 motivos para ir à Itália

Da série: por que não escrevi esse post antes? rs

Esse post deveria ter sido escrito lá no começo do blog porque, né, ele meio que justifica parcialmente a razão da sua existência! E a ideia desse post nem surgiu pensando no blog, mas para outro fim. Achei tão pessoal que achei melhor publicar aqui, rs.

Quando eu voltei da Itália pela primeira vez, eu tinha duas únicas certezas: a de querer voltar (dã, rs) e a de que todo mundo, sem exceção, deveria, um dia, ter a oportunidade de conhecer esse país magnífico.

Portanto, listo aqui os meus 10 motivos para ir à Itália. Obviamente, esse post poderia ser o primeiro de uma série de mil, mas achei melhor me conter. E, sim, haverá clichês na minha lista porque é difícil não inclui-los.

Minha intenção é apenas relatar aquilo que eu vejo e sinto em relação à Itália, através de um olhar apaixonado. E com sorte, talvez, com o mesmo olhar, vocês possam ver que a Itália é mesmo linda.

Veneza por Una lucciola...É clichê? Sim. É romântica? Sim. É fedida? Há controvérsias. Existe outra igual no mundo? Não.

Não importa o que te digam: Veneza é Veneza e não existe cidade no mundo que seja igual a ela. E por mais que você tenha lido guias e relatos sobre ela, provavelmente, não será nada a partir do momento que você sair da estação Santa Lucia e der de cara com o Grande Canal.

Venezia é única. A minha dica de ouro é: esqueça os guias, mas, principalmente, esqueça os mapas. Eles serão inúteis ali. Veja, sinta, cheire, saboreie e ouça Veneza. Percorra os canais sem medo de se perder. Aliás, perder-se na Itália, você aprenderá com o tempo, é a melhor coisa que pode te acontecer. Vá onde os guias não mostram e você poderá se surpreender.

PS.: ande de gôndola. Faça-o por mim, rs.

Davi de Michelangelo por Una lucciola...Quando cheguei em Florença, fizemos um tour com a escola e vi a réplica do famoso Davi de Michelangelo na Piazza della Signoria, em frente ao Palazzo Vecchio (museu e prefeitura) e pensei: “isso aí é o famoso Davi?”

O último museu que eu visitei foi o da Accademia, onde se encontra uma das mais famosas obras de Michelangelo e eu me lembro perfeitamente do momento que meus olhos viram o Davi original no final do corredor. Eu me arrepiei dos pés as cabeças e tive vontade de ficar horas sentada ali somente para admirá-lo.

Observe seus detalhes. Você pode quase ver sangue correndo em suas veias e sentir a tensão em seu olhar. Um pedaço de mármore que ninguém queria trabalhar e Michelangelo transformou em mito em apenas três anos.

PS.: sim, eu tenho um caso de amor eterno com o Davi.

Pasticceria em Cinque Terre por Una lucciola...Primeiramente o óbvio: a culinária italiana é fantástica. A variedade de pratos, salgados e doces, é de impressionar. A Itália se unificou tardiamente (oficialmente em 1929 apenas), mas isso permitiu que o país tivesse a miscelânea de culturas que tem hoje e o resultado influencia diretamente na alimentação (entre outros aspectos). Não espere comer nem beber as mesmas coisas de norte a sul, de leste a oeste.

O segundo ponto é que a Itália é o país onde a alimentação tem tudo a ver com a socialização. Os italianos gostam de discutir comida, bebida, qualidade dos ingredientes, falar sobre os modos de preparo e até perguntar como o animal foi criado antes do abate para ter certeza de que a origem é boa. Quer fazer amizade com um italiano? Comece falando/perguntando sobre comida!

PS.: inspire-se no livro Mil Dias na Toscana.

Piazza Navona por Una lucciola...Acho que quem acompanha o blog já percebeu que eu sou a favor de caminhadas, especialmente se elas terminam em praças ou pontes. Na Itália, normalmente, as praças estão associadas com gente e às vezes música e comidinhas (em algumas até mesmo feirinhas), e para mim, nada melhor do que poder parar em um desses lugares para observar pessoas (outra coisa que eu amo fazer) e conhecer os locais.

Se me dessem apenas uma hora em Florença em apenas um lugar da cidade, seria o Piazzale Michelangelo porque de lá eu conseguiria avistar os meus outros dois favoritos: a própria ponte Vecchio e o meu amado Duomo.

Sou fascinada por pontes também, não me perguntem porquê, e na Itália normalmente elas são geralmente muito charmosas, como as pontes Rialto e dos Suspiros em Veneza, além das minhas amadas ponte Vecchio, em Florença, Pietra, em Verona e Sant’Angelo em Roma. Acho que é porque rola todo um romantismo associado com pontes, além da vista maravilhosa que normalmente elas oferecem.

PS.: para quem curte pontes + cadeados, lembre que a tradição começou na ponte Milvio em Roma.

Toscana por Una lucciola...Vamos deixar uma coisa clara: Toscana é uma região e não uma cidade (obrigada, Globo!). E se tem todo um burburinho em relação à essa região, um motivo deve haver e é porque ela é tudo isso que as pessoas falam e muito mais. Impossível não se apaixonar por seus vinhedos e sua paisagem tão característica. Desde sua capital, Florença, a cidade do Renascimento, até o menor vilarejo, provavelmente qualquer cidade dessa região tirará seu fôlego.

Se for durante a primavera, não deixe de visitar os famosos campos de girassol. Se ama vinhos, não deixe de visitar as cidades que fazem parte das Chianti, além de Montalcino e Montepulciano. Aliás, alugue um carro e saia pela estrada sem medo de ser feliz. Explore a região que provavelmente também tem uma das culinárias mais marcantes de toda Itália.

PS.: com sorte, você chegará a compreender o que existe sob o sol da Toscana.

Gondoleiros por Una lucciola...Não, não levanto aqui a questão da beleza dos italianos, se foi isso que você pensou, rs. Falo do idioma e das pessoas porque eu acho um depende muito do outro. Eu amo a sonoridade da língua, mas mais que isso, ela está muito atrelada à figura do italiano. Não é só falar. Não surpreende que os italianos ficaram famosos pelos seus gestos, aqueles típicos. Falar italiano é tudo isso junto.

Além disso, entramos novamente na unificação tardia da Itália, o que resultou nos famosos dialetos. Dialetos são praticamente quase outra língua, misturando palavras de origens francesas, alemãs (especialmente no norte) ou qualquer outro idioma que porventura tenha ido parar na Itália muito antes de sua unificação. Em Nápoles, por exemplo, até hoje me pergunto o que o atendente da mais famosa pizzaria de lá (a Da Michele, que aparece no filme Comer, Rezar, Amar) me disse. Só espero que ele não tenha me xingado, rs.

PS.: mas sim, os italianos são normalmente muito solícitos com mulheres, rs.

Coliseu por Una lucciola...Não é mera coincidência ele provavelmente ser o monumento italiano mais reconhecido no mundo porque ele é único mesmo. Somaria a ele, o Fórum Romano, o Palatino e o Arco de Tito porque no fim das contas, fazem parte do mesmo sítio, mas o Coliseu é o que todos querem visitar.

Ele não é meu monumento romano favorito nem o que eu mais queria visitar (é o Pantheon), mas confesso que existe algo de mágico nele, na sua estrutura que somente quando você entra é que você sente. Claro, os direitos humanos mandam lembranças às pessoas que passaram por lá na época do Império Romano, mas eu acho que o Coliseu se tornou muito maior que sua história.

PS.: se estiver disponível, faça o tour noturno. Faça-o por mim [2].

Gelato Grom por Una lucciola...Vamos deixar claro: existe sorvete e existe gelato. Não existe tradução quando a procedência é italiana porque a consistência, o sabor, a textura e tudo mais são completamente diferentes. E não, para mim, nenhuma dessas gelaterias que invadiram o país nos últimos meses faz jus ao verdadeiro gelato italiano. Algumas chegam perto, mas não é a mesma coisa.

Até porque, pelo preço de um “sorvete gourmet” aqui, você compra uns dois lá e praticamente em qualquer esquina. E vou te falar porque só chegam perto. Novamente, tem a ver com a qualidade do ingredientes. Somente aquilo produzido e colhido na estação é utilizado na fabricação do gelato e isso faz toda diferença no produto final – lembrando que a Itália tem controles de qualidade bem exigentes.

É, eu sei que fiz um tópico só para comida. É ridículo pensar que esse é um motivo para visitar a Itália, mas para mim, apaixonada por gelato, é sim. Ainda assim, existem os industrializados. Fique atento para não comprar sorvete por gelato, rs.

PS.: Grom – amor eterno, amor verdadeiro! rs

Assis por Una lucciola...A cidade do santo que deu o nome do atual Papa.

Não visitei da primeira vez, mas conheci dois casais durante a viagem que me falaram sobre ela. Um casal era de italianos e eles me disseram que era uma cidade “molto carina” (muito fofa) e o outro de brasileiros em lua de mel, que foram para Florença, depois de ter visitado Assis, iam voltar ao Brasil, mas decidiram estender a viagem para poder voltar a Assis.

É unânime, de todas as pessoas que eu conheço que visitaram essa cidadezinha incrível, a pergunta que eu ouço é sempre a mesma: “você sentiu a paz daquele lugar?”

Sim, eu senti. É de impressionar como você sente uma tranquilidade enorme ao pisar na parte alta da cidade, onde se encontra a Basílica de São Francisco (a cidade é dividida em cidade alta e cidade baixa). Independente do que você acredita ou não, eu acho que todos merecem sentir essa paz nem que seja um dia na vida.

PS.: não deixe de visitar a Porziuncola. Faça-o por mim [3].

Casal no Musei Capitolini por Una lucciola...Para mim, a dolce vita não é entrar à noite na Fontana di Trevi. Vai muito além.

É andar de carro ou de ônibus e, de repente, ver o Coliseu surgir a sua frente. Poder escolher um bar em plena Piazza Brà, em Verona, pedir um spritz enquanto observa a famosa Arena. Andar pelos canais de Veneza e não fazer absolutamente ideia alguma onde vai parar. Observar o por do sol no Piazzale Michelangelo em pleno verão enquanto algum cantor toca, tentando ganhar a vida. Sentar na escadaria na Piazza di Spagna só para observar o movimento. Andar sem saber exatamente por onde em alguma das cidades de Cinque Terre e terminar com uma vista panorâmica para o mar. Ver recém-casados tirando fotos para o álbum em plena luz do dia perto de algum monumento romano. Estender uma esteira em plena Piazza dei Miracoli só para ter uma visão diferente da Torre de Pisa. Perder-se nas ruas de Roma, olhar a sua direita e se deparar com a Fontana di Trevi (e nunca mais esquecer esse momento na sua vida). Saborear um pedaço pizza, um panino, uma piadina ou um gelato na Piazza Duomo, vendo a pressa com que os milaneses passam enquanto você só precisa se preocupar em observar todos os detalhes da incrível fachada da sua Catedral.

PS.: para mim, nesses momentos, a vida nunca foi tão doce.

… … … … …

E quais são/seriam os seus 10 motivos para ir à Itália?

Foto: Todas por Una lucciola…

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3 comentários sobre “Os meus 10 motivos para ir à Itália

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