Grappa

A grappa é um destilado produzido do bagaço da uva, obtido exclusivamente no processo de vinificação na Itália ou na Suíça italiana, segundo regulamento. Os destilados de bagaço de uva de outros países recebem outros nomes. No Brasil, por exemplo, recebem o nome de aguardente bagaceira.

Só recebem o nome de grappa ou acquavita, os destilados que são feitos, de fato, da destilação do bagaço da uva. Existe, também, o destilado de uva, mas a diferença entre os dois, além de cheiro, tempo de envelhecimento etc, é que a grappa é um subproduto do processo de vinificação, já o destilado de uva não, ele é o produto principal.

A história desse destilado começa no Egito, como uma extensão da destilação praticada na Ásia, passa pela Grécia até chegar na Itália. Acredita-se que tenha origem na Mesopotâmia e os árabes aprenderam a técnica quando conquistaram o Egito, sendo eles mesmos a introduzir o alambique na Itália, aparentemente na Sicilia e depois se espalhando pelo resto do país.

Durante a época medieval, a destilação do vinho era usada apenas com fins medicinais na Itália e chegou às mesas como licor somente no século XVI. Outra forma que os italianos têm de chamar esse tipo de destilado é acquavita, água de vida ou água que dá vida.

O nome grappa surgiu de alguns dialetos e, na verdade, pela Itália os dialetos têm palavras diferentes que possam se referir à bebida como: grapa, trapa ou trape, brusca ou brasca, spirito, aquardenti, filu e ferru. A maioria significa bagaçou ou acquavita.

Antigamente, ela era associada a uma bebida forte e rústica de pobres ou camponeses, que tomavam uma dose para se aquecer no frio e ir trabalhar. Atualmente, com as mudanças no processo de fabricação, em alguns casos, chega até ser uma bebida de luxo. O destilado também passou a focar mais na fruta do que no álcool. Tanto que atualmente, assim como os vinhos, deve vir o nome da uva utilizada no rótulo.

Atualmente, a grappa pode ser classificada em:

  • giovane (não envelhecida);
  • aromatica (derivada de uvas aromáticas);
  • invecchiata (mínimo de 12 meses de envelhecimento controlado em madeira);
  • riserva invecchiata o stravecchia (mínimo de 18 meses de envelhecimento controlado em madeira); e
  • aromatizzata (adição de aromatizantes naturais, como ervas, raízes e frutas).

A forma mais comum de degustar grappa é em um copo em formato de tulipa (pequeno). Ela é normalmente incolor, mas pode alterar de cor conforme o envelhecimento em madeira (indo do tom amarelado ao marrom), além de esverdeado ou avermelhando, dependendo da mistura de ervas.

É muito comum os italianos tomarem grappa juntamente com uma xícara de café ou como digestivo após alguma refeição.

O teor alcoólico varia entre 37,5% a 60%. O consumo moderado da grappa pode ajudar a combater a síndrome da ansiedade e depressão, ajudando até mesmo a dormir; além de favorecer as secreções do estômago e do pâncreas, sendo eficaz para combater problemas nas coronárias (provoca vaso dilatação) – provavelmente por isso era usada para fins medicinais. Como todo outro alcoólico, o consumo excessivo leva a danos aos fígado.

Foto: Grappa (Reprodução)

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