Mestres do Cinema Italiano: eu fui!

Mestres do Cinema Italiano por Una lucciola...

O MIS – Museu da Imagem e do Som recebeu a primeira parte do 10º Festival do Cinema Italiano. Desde terça-feira, 18, até amanhã, 23, o museu ficou responsável pela retrospectiva do diretor Pietro Germi, na qual exibiu seis títulos seus, alternando em dois horários.

Hoje, os filmes exibidos serão Un Maledetto Imbroglio às 18:00 e Divorzio All’Italiana às 20:30. Para amanhã, último dia da retrospectiva, serão exibidos, Il Ferroviere às 19:00, e Sedotta e Abbandonata às 21:00.

O foco do post, no entanto, é uma pequena mostra ao lado do auditório onde estão sendo exibidos os filmes organizada por Gianni Pinnizzotto – que já escreveu para os principais jornais italianos, como La Repubblica, Il Corriere della Sera, Il Manifesto, e atualmente é professor de fotografia em Roma – que mostra fotografias dos mestres do cinema italiano.

A mostra é pequena, mas bem interessante. Da descrição oficial:

As imagens desse projeto fazem parte de um trabalho mais amplo que o fotógrafo romano Gianni Pinnizzotto, diretor da Graffiti, elaborou e realiza há mais de cinco anos. A ideia nasce do desejo do autor de agrupar imagens dos mestres que divulgaram e colaboraram para a aparição do cinema italiano no mundo. O trabalho, sempre pensado exclusivamente em preto e branco, foi realizado em parte em filme fotográfico e em parte em digital.

Na maioria dos casos, os diretores foram fotografados em lugares escolhidos por eles, ligados a seus momentos criativos. Quase todos preferiram posar na própria casa, abrindo para o fotógrafo seus quartos mais íntimos. Mario Monicelli escolheu um quarto austero e essencial, que “olha” para seu amado bairro Monti. Silvano Augusti preferiu o Azzurro Scipioni, um cinema histórico que considera sua verdadeira casa. Luciano Hemmer optou pelo Museo Borghese, ao lado da estátua Paolina, lembrança de seu estúdio no Canova. Pasquale Squitieri privilegiou a atmosfera da Casa del Cinema de Roma. Dario Argento, sua lojinha de horrores, Profondo Rosso. Michele Placido, o seu estúdio. Os outros escolheram suas próprias casas.

O autor sempre tentou captar nas imagens as características da personalidade de cada mestre, escolhendo ângulos particulares e incluindo elementos típicos, tais como objetos dos filmes realizados, fotos de família ou de personagens renomados, lembranças de viagem e prêmios.

São 25 fotos. Juntam-se aos mencionados acima, Ettore Scola, Franco, Paolo e Vittorio Taviani, Carlo Lizzani, Lina Wertmuller, Giuliano Montaldo, Citto Maselli, Luigi Magni, Ugo Gregoretti e Ruggero Deodato.

As imagens foram feitas usando somente a luz natural presente nas locações escolhidas e o autor resolveu optar pelo preto e branco para relembrar os anos mais significativos do cinema italiano.

Certamente, vale a pena parar cinco minutos para olhar a mostra.

Lembrando que o MIS funciona hoje até às 21:00, e amanhã das 11:00 às 20:00. Para ver seja o filme quanto a mostra (e outras exposições do térreo), não se paga nada. Vale lembrar também que o museu está recebendo a exposição do Castelo Rá-Tim-Bum. Estacionamento pago em frente ao museu.

Foto: Mestres do Cinema Italiano por Una lucciola…

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