Arrivederci, Mostro!

Arrivederci, Mostro!Vamos falar desse álbum que é um dos meus preferidos da vida e muito provavelmente o meu preferido do Ligabue. Esse foi o 9º álbum de estúdio do cantor e foi lançado exatamente 20 anos depois do seu primeiro álbum, em 11 de maio de 2010, e cinco anos depois de Nome e Cognome.

Sobre o título, que significa “até mais, monstro!”, Ligabue declarou:

Cada um de nós tem os próprios monstros, os próprios fantasmas. Pode-se chamá-los de obsessões, medos, condicionamentos, senso de inadequação, expectativas e quem sabe de outros modos ainda. Sabemos, no entanto, que estão vivos e são o filtro pelo qual qualquer um amadurece a sua própria visão do mundo.

Acredito conhecer muito bem os meus “monstros”, eles me fazem companhia há tanto tempo. Pode-se dizer que seja também por essa convivência longa que agora, nessa fase da minha vida, eles parecem menos “potentes” e “volumosos”. Alguns deles, eu confrontei nesse álbum, mas somente para avisá-los que eu os estava cumprimentando. Eles, como todos os outros.

Sei muito bem que seria lindo se fosse um adeus definitivo. Na verdade, eu não me permiti dizer: “adeus, monstro!”, mas um mais realístico e prudente “até mais, monstro!”. Um título que, no entanto, somente ao pronunciá-lo ou lê-lo, me vem a superfície sensações como de alívio, vontade de jogar, leveza, energia e confiança. Todas as sensações que eu gostaria que esse álbum transmitisse por completo a vocês.

Acertou em cheio, eu diria.

A capa, segundo Ligabue, mostra um peixe que, a princípio, não faz nenhum mal, mas caso ele resolva afundar, levaria consigo toda a cidade que tem nas costas, mas ele também disse que todo mundo pode dar a interpretação que quiser.

Todas as músicas foram escritas inteiramente por ele e do álbum foram extraídos seis singles ao total. Além disso, o álbum foi relançado em versão 2CDs + DVD. O segundo CD é a versão acústica do álbum (e se não me engano, com Liga tocando todos os instrumentos de todas as faixas) e o DVD mostra o show do álbum em diferentes estádios pela Itália.

Todas as músicas desse álbum são incríveis, mas mais que isso, a sequência das faixas foi muito bem pensada e eu acho que existe um equilíbrio entre elas muito bom. Para mim, tudo isso faz com que o álbum seja praticamente impecável em sua qualidade.

Vou destacar três faixas:

  1. Atto di Fede: acho que essa foi a segunda música que eu ouvi do Liga e até hoje é uma das minhas favoritas de todos os tempos, pela letra incrível que fala sobre a vida, sobre como viver é um ato de fé. Amo, amo, amo!
  2. Il Peso della Valigia: a poesia que virou música lançada no livro “Lettere D’amore Nel Frigo” e intitulada “Cosa Non Mettere In Valigia”. Acho a letra incrível e para mim, fala sobre como às vezes carregamos certos fardos na vida, que no fim, nem eram tão pesados assim.
  3. Quando Mi Vieni a Prendere (Dendermonde 23/01/09): o título me interessou e fui saber o que era Dendermonde: uma cidade belga que no dia 23/01/09 viu um rapaz, vestido de Coringa, entrar em uma escola com uma faca e matar duas crianças e uma professora. Liga conta a história sob a perspectiva de uma das crianças. Para mim, difícil não se emocionar.

O resto, só ouvindo. A versão acústica do álbum também é show, vale muito a pena ouvir, as versões ficaram muito bonitas! Ah sim, na época com 11 anos, o filho de Ligabue, Lenny, faz participação tocando bateria na música Taca Banda (e acho que você também consegue ouvi-lo cantar o “lá, lá, lá…”).

Álbum para vida mesmo! rs

Foto: Arrivederci, Mostro! (Reprodução)

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