450 anos da morte de Michelangelo

Fonte: La Reppublica – 18/02/2014

Em 18 de fevereiro de 1564, falecia o grandíssimo do Renascimento. Uma série de eventos, em Florença e não só, para recordar o autor de Davi e da Pietà.

Um apartamento no centro de Roma, sem sinais de riqueza ou bem-estar. Um estúdio modesto de artista com uma obra nunca terminada e destinada a ficar na história, a Pietà Rondanini. Naquela casa modesta, entre a piazza Venezia e os fóruns imperiais, aos 88 anos, morria 450 anos atrás Michelangelo Buonarroti. Seu último trabalho, realizado sem qualquer comissão, mas por vontade própria e, muito provavelmente com o pensamento já na sua sepultura, encontra-se agora no Castello Sforzesco em Milão. Da habitação na rua Macel de’Covi ficou apenas a placa: “Aqui era a casa consagrada de vida e morte do divino Michelangelo. SPQR 1871”. Uma frase sintética que mostra apenas a grandeza do artista que seria revelada ao mundo todo com obras primas insuperáveis e universais como a Capela Sistina e o Davi.

Hoje, e durante todo ano, em ocasião da celebração desse aniversário importante, inauguram uma série de mostras e iniciativas que recordam o seu gênio. A começar pela cidade de Florença que celebra também os 450 anos da Accademia delle Arti e del Disegno. Na Galleria dell’Accademia, abre-se ao público “Riconoscere Michelangelo” (até 18 de maio). É uma mostra feita por Monica Maffioli e Silvestra Bietoletti, em colaboração com Fratelli.

Alinari, que presencia um interesse renovado pelo artista, visto, dessa vez, também com olhos contemporâneos , através das obras de escultores, pintores e fotógrafos que fizeram de Buonarroti um ponto de referimento iconográfico para suas criações. Um mito sem fim, que teve releitura de Eugène Delacroix e Auguste Rodin até chegar nas fotografias de Helmut Newton, Gabriele Basilico, Candida Höfer passando por Kim Ki duk,o diretor coreano que dedicou um filme para a Pietà de Michelangelo, com o qual venceu um leão de ouro a Veneza em 2012.

Sempre a Florença, a Casa Buonarroti receberá “Michelangelo e il Novecento”, de 18 de junho até outubro. E até nos Uffizi ele é lembrado com uma nova configuração nas salas 33 e 34, que se completam com o novo layout da sala 35, chamada Michelangelo, que tem dentro dela o Tondo Doni, obra prima considerada única em casa Buonarroti. Para honrar o aniversário, também tem Arezzo com uma mostra sobre Michelangelo e Vasari nas letras e nos desenhos, em programa no Museo Casa Vasari, mas ainda sem datas certas. Para se lembrar dele, por fim, também tem Gênova, onde, em 13 de março, a concluir o ciclo das lições de história da arte “I Capolavori Raccontati”, em Palazzo Ducale, estará o diretor dos museus Vaticanos, Antonio Paolucci, que às 21hs falará ao público de “Michelangelo em Roma. Da Pietà Vaticana à Pietà Rondanini”. O ingresso será gratuito.

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Definitivamente: um bom ano para se estar na Itália ;)

Foto: Pietà Rondanini (Reprodução)

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