Pinacoteca di Brera

Pinacoteca di BreraMais um para a lista “fazer quando eu voltar” – uma lista que já está tão grande que acho que nem se desse a sorte de ficar um mês na Itália, eu conseguiria fazer tudo que tenho em mente! rs

A Pinacoteca di Brera é uma galeria nacional de arte antiga e moderna que possui uma das mais belas e célebres obras de pintura na Itália, especializada em pintura lombarda. Ele se encontra no prédio de mesmo nome, que também abriga outras instituições como a Biblioteca Nazionale Braidense, o Osservatorio di Brera e o Orto Botanico, além da Accademia di Belle Arti.

A Pinacoteca nasce ao lado da Accademia di Belle Arti, que foi fundada em 1776 através do decreto da imperatriz Maria Teresa da Áustria para finalidades didáticas. Ela queria construir uma coleção de obras exemplares, destinadas a formação dos alunos.

Quando Milano se tornou a capital do Reino da Itália, a coleção, por vontade de Napoleão, se transformou em um museu que pretendia expor as pinturas mais significativas, provenientes de todos os territórios conquistados pelos franceses.

Portanto, diferentemente de outros grandes museus italianos que nasceram de coleções particulares de príncipes ou aristocratas, a Pinacoteca di Brera nasceu de uma coleção política.

Nos primeiros anos de 1800, várias obras de arte tinham ordem religiosa, pedidos por igrejas ou conventos lombardos, além disso, foram adicionados ao museu obras de arte de mesma origem, retiradas de vários departamentos de Reino da Itália. Esse nascimento do museu explica porque prevalecem obras sacras, normalmente de grande formato, o que dá ao museu uma fisionomia particular, em parte atenuada pelas aquisições posteriores.

Com exceção de uma ou outra escultura, a Pinacoteca di Brera é exclusivamente dedicada à pintura.

Por conta da ausência de obras de da Vinci e Rafael, houve uma troca força de 23 pinturas e desenhos, graças a um acordo com o Louvre, e chegaram a Brera pinturas de Rubens, Joardens, Van Dyck e Rembrandt, além de outras obras de igrejas milanesas e lombardas.

Depois de sua restauração em 1815, o crescimento da coleção do museu continuou em ritmo lento, mas constante graças às doações, trocas e aquisições e em 1882 a Pinacoteca, assim como outras galerias de arte, se tornou autônoma e foi separada da Accademia di Belle Arti. As aquisições continuaram até a Segunda Guerra Mundial, como obras de Correggio, Tiepolo, Canaletto e também a Cena in Emmaus de Caravaggio.

Por conta dos bombardeamentos que atingiram Milano em 1943, o palácio de Brera foi muito danificado – os salões de Napoleão foram completamente destruídos – mas foi rapidamente reconstruído e a Pinacoteca, com uma nova roupagem por Pietro Portaluppi, reabriu em 1950. Nos anos 70, enriqueceu sua coleação com uma doação de Emilio e Maria Jesi, que incluía obras de grandes artistas do século XX, como Boccioni, Braque, Carr de Pisis, Modigliani e Morandi.

A Pinacoteca di Brera fica na Via Brera, 28 e funciona de terça a domingo das 8:30 às 19:15 (a bilheteria fecha às 18:40). O ingresso custa apenas €10, com preço reduzido de €7 (provavelmente para idosos, estudantes e cidadãos da União Europeia).

Para chegar até lá, basta pegar a Linea 2 (estação Lanza) ou a Linea 3 (estação Montenapoleone); os trams de número, 1, 4, 12, 14 ou 27; ou ônibus 61.

Certamente, um must para quem visita Milano. Alguém já visitou?

Foto: Pinacoteca di Brera (Reprodução)

Anúncios

Um comentário sobre “Pinacoteca di Brera

Comentários

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s