Magnífica Presença

Magnífica Presença

A última comédia dramática do diretor Ferzan Özpetek (Magnifica Presenza) foi lançada em 2012.

A história se passa em Roma, no ano de 2012, e fala sobre o jovem confeiteiro gay Pietro (interpretado por Elio Germano, de Meu Irmão É Filho Único). Ele nasceu em Catania (Sicilia), mas mudou-se para a cidade eterna na tentativa se seguir a carreira de ator.

Em Roma, mora sua prima de segundo grau Maria, que em certos momentos, demonstra ter uma queda pelo primo, mas ele diz manter um relacionamento com Massimo, um diretor.

Ele encontra uma casa enorme e antiga por um preço que seu salário de confeiteiro pode pagar e nem acredita como conseguiu. A questão é que os outros inquilinos deixaram a casa por conta de uma estranha presença…

Dos filmes que assisti do diretor (e adorei todos), esse é o mais fraco, sem dúvidas.

Não que seja um filme ruim, mas ele não tem a delicadeza e a inspiração que os outros tiveram (não falo de todos porque ainda me faltam quatro, principalmente os de início de carreira).

O diretor faz várias referências no filme, como em um dos testes quando Pietro encontra o diretor Daniele Luchetti que o dirigiu em “Meu Irmão É Filho Único” ou quando encontra cardeais na Cinecittà, referência ao Habemus Papam de Nanni Moretti. O transexual Platinette também faz uma ponta no filme, sem peruca, comandando um grupo de transexuais que fazem chapéus – referência ao coronel Kurtz de Apocalypse Now.

Por fim, Özpetek e Federica Pontremoli inspiraram-se na obra Seis Personagens À Procura de um Autor (Sei Personaggi in Cerca d’Autore) de Luigi Pirandello, uma de suas obras mais conhecidas, que se passa no Teatro Valle de Roma, cena final do filme.

Magnífica Presença garante algumas risadas e bom entretenimento. Vale para aquela tarde preguiçosa e para um dia que você não quer pensar tanto (rs). Apesar de ser o que eu menos gostei dos filmes de Özpetek que vi até então, não é de todo ruim.

Talvez é também aquele no qual a temática gay, sempre presente nos filmes do diretor, tenha menos força. Pietro é praticamente um não-gay (rs). A história não gira em torno disso, como nos filmes anteriores.

Ah sim, o nome foi inspirado na “magnífica presença” do ator Elio Germano no filme, considerado por muitos um dos melhores atores italianos da atualidade, cuja presença por si nos filmes é o suficiente para torná-los um sucesso.

Foto: Magnifica Presença (Reprodução)

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