Marmellata #25

Geleia italiana

A minha música favorita do cantor Cesare Cremonini, Marmellata #25.

A música fala de uma ex-namorada do Cesare, que o abandona, deixando para trás os sapatos, a carteira de motorista, as lembranças, tudo. Desde que o Senna parou de correr, que o Baggio parou de jogar, que ela o abandonou, não é mais domingo…

Eu adoro a melodia, a letra triste e espirituosa, e até do clipe meio estranho (rs), mas o que gostei mesmo foi da explicação que Cesare deu sobre a música:

La canzone però descrive cronologicamente ciò che succede dal momento in cui ci si accorge della solitudine determinata dall’abbandono, fino a quando tutto si risolve accettandola, esorcizzandola, facendo sì che i ricordi siano i compagni della propria solitudine, loro stessi la cura, la guida alla via d’uscita. La “Marmellata”, (l’ultimo verso della canzone), è la metafora della propria felicità. È possibile ritrovarla, se si indaga su se stessi, autoironicamente, su quello che è accaduto. Non c’è tristezza del cuore che non si possa sanare tramite se stessi. Il prezzo da pagare è la maturità, la fine della serenità inconsapevole dell’adolescenza, ma questa è la vita, non c’è via di scampo. Per questo ho aggiunto il numero 25 al titolo, la mia età. Perché l’età conta, in amore, eccome. 25 anni per me sono stati la fine di un periodo di confusione, di perdite, di abbandoni, ed è a 25 anni che ho trovato seriamente la mia “marmellata”. Ma l’ho trovata solo ed unicamente perché sono stato costretto, come tanti, alla solitudine. È quando si è soli che si iniziano a cercare le cose perdute, e con coraggio le si può trovare.

“A canção, no entanto, descreve cronologicamente aquilo que acontece a partir do momento no qual se percebe a solidão determinada pelo abandono, até o momento em que tudo se resolve ao aceitá-la, exorcizá-la, fazendo, sim, que as lembranças sejam as companheiras da própria solidão, elas próprias a cura, o guia para a saída. A “Geleia” (mencionada no último verso da canção) é a metáfora da própria felicidade. É possível reencontrá-la, se você pergunta a si mesmo, autoironicamente, sobre o que aconteceu. Não há tristeza no coração que não se possa sanar por si só. O preço a pagar é a maturidade, o fim da serenidade inconsciente da adolescência, mas essa é a vida, não há via de escape. Por isso, coloquei o número 25 no título, a minha idade. Porque a idade conta no amor, e como. Os 25 anos, para mim, foram o fim de um período de confusão, de perdas, de abandonos, e foi aos 25 anos que encontrei seriamente a minha “geleia”. Mas a encontrei só e unicamente porque fui forçado, como tantos, à solidão. É quando se está sozinho que se começa a procurar as coisas perdidas, e com coragem é possível encontrá-las”.

Um texto para inspirar o mês de maio que acaba de começar. E vocês, já encontraram sua ‘geleia’?

Foto: Geleia italiana (Reprodução)

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2 comentários sobre “Marmellata #25

  1. Alexandre Godoy disse:

    Gosto de Cesare Cremonini desde o tempo do Lunapop, gostava de ver aquele clip do “Qualcosa di Grande” por causa da Sara Valbusa hehehe, ela tb está no clip de Biagio Antonacci “Iris” Hoje nem acho ela tão interessante, Mas a musica que mais gosto é “Vorrei” simples, bobinha, baladinha, mas eu adoro !!! E o clip mais legal é Dicono di Me…muito divertido.

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    • Isabela disse:

      Não conheço nada do Lunapop e ainda não peguei os álbuns solo do Cesare para ouvir a fundo. Gosto muito de algumas músicas, e ainda não separei um tempo para ver os clipes, mas vou dar uma olhada! ;)

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