Para Roma Com Amor

Para Roma Com Amor

A comédia do diretor Woody Allen, lançada em 2012, tem como pano de fundo a Cidade Eterna e conta quatro histórias que acontecem em tempos diferentes e, portanto, não se encontram.

Alec Baldwin interpreta um renomado arquiteto (John) que volta a Roma, onde morou por um ano. Ao procurar por seu antigo apartamento em Trastevere, encontra Jack (Jesse Eisenberg). John acaba se tornando o conselheiro amoroso de Jack, que fica com o relacionamento abalado com a chegada da melhor amiga (Ellen Page) da namorada.

Roberto Benigni interpreta Leopoldo, um típico italiano que da noite para o dia se torna famoso, sem saber porquê. Ele passa a ser perseguido por paparazzi e cada detalhe da sua vida é minuciosamente contado pela imprensa local.

O casal de recém-casados, Milly e Antonio, acabam de chegar em Roma. Ele veio para trabalhar no negócio dos tios e causar uma boa impressão, pois é a oportunidade de sua vida. Ao tentar achar um cabeleleiro, Milly se perde e aí a confusão começa. Uma prostituta interpretada por Penélope Cruz entra no quarto de Antonio e no fim tem que fingir ser sua esposa; enquanto isso, Milly acaba se envolvendo com um astro de cinema.

A última história é da americana Hayley que, perdida, acaba conhecendo o italiano Michelangelo. Os dois se apaixonam e pretendem se casar. Os pais dela vêm para conhecer os pais deles. Woody Allen interpreta o pai da americana, um aposentado que associa aposentadoria com a morte. Ele tenta fazer do pai de Michelangelo uma estrela da ópera. O problema é que ele só consegue cantar debaixo do chuveiro.

A fotografia nem precisa comentar, não é? Stupenda!

O filme não é brilhante como “Meia Noite em Paris” (para mim, imbatível), mas acho que o grande mérito do diretor é fazer com que a gente mergulhe na cidade eterna. O filme já começa tocando “Nel Blu Dipinto di Blu (Volare)” e não tem como não entrar no clima italiano.

Por não serem interligadas, as histórias são gostosas de ver, rendendo momentos bem engraçados, além de críticas interessantes à sociedade – e algumas duram apenas um dia e outras, meses. É um filme leve, daqueles que você nem vê a hora passar.

Para mim, Woody Allen roubou a cena interpretando o pai neurótico de Hayley. Interessante também a história de John e Jack: fica a seu critério decidir se John é um fruto da imaginação de Jack ou se Jack é o passado de John. Fora que é possível ver vários “italianismos” ao longo do filme. Novamente, para mim, é aí que ele – Allen – vence.

Não tem como não querer pegar o primeiro voo e ir direto para Roma! Thumbs up!

Foto: Para Roma Com Amor (Reprodução)

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