Comi, rezei e amei

Se eu ganhasse R$10 toda vez que uma pessoa – quando comento que fui à Itália – me perguntasse ou fizesse algum comentário sobre o livro/filme “Comer, Rezar e Amar”, eu já teria dinheiro suficiente para a passagem de ida e volta, rs.

Sério.

É impressionante, sempre que menciono “fui à Itália”, alguém, out of blue (do nada), se vira e me pergunta: “ah, você viu aquele filme ‘Comer, Rezar e Amar’?” ou pior, “foi por causa daquele livro/filme?”

Já adianto: não, não foi por causa do livro/filme. E não, eu não consegui terminar de ler o livro e ainda não vi o filme. Ainda assim, este post é “pseudo” relacionado à experiência de Elizabeth Gilbert.

Afinal, eu também comi, rezei e amei.

Comer por Una lucciola...

Comer

É praticamente impossível ir à Itália e não aproveitar sua boa culinária (pelo menos para uma amante de massas, como eu).

As massas são uma delícia! Normalmente, quando você vai em uma “trattoria”, a massa é feita pelo dono da casa. Também é bastante comum um tipo de massa ter acabado. A massa é fresquinha, no ponto. Sem aquele gosto de farinha ou meio duras, como acontece com frequência por aqui.

A carne de porco também é bastante comum (mais que a de vaca), então se jogue na “bisteca” (a ‘bistecca fiorentina’ é orgulho da cidade!). Sem falar nos frios. Reza a lenda que não existe mozzarella di bufala igual a de lá! E nem presunto parma!

Aí vem a polêmica da pizza.

Os italianos orgulham-se de terem inventado o prato, mas os brasileiros normalmente voltam querendo mais pizza brasileira. Eu comi e gostei. Tudo bem, segundo uma amiga, eu não sou padrão de qualidade para pizzas (rs). Apenas não espere que você vá pedir uma “portuguesa”. São sabores diferentes e a pizza normalmente é individual (do tamanho de um prato).

Já os doces… tenho um arrependimento: não ter me jogado em uma “pasticceria”, o que vai ter que ficar para uma próxima! rs – mas os “gelati” são sem comparação.

Existe gelato e existe sorvete. Simples assim.

São duas coisas completamente diferentes, acreditem! E você não vai comer um tiramisù como o italiano. Sem igual.

Ah sim, para os lanchinhos rápidos (= comer e andar ao mesmo tempo), vá com fé nos panini ou na pizza al taglio (em fatia).

Rezar por Una lucciola...

Rezar

Eu perdi a conta de quantas igrejas, catedrais e basílicas eu visitei. Foram muitas.

Em todas elas, sem exceção, eu rezei. Na maioria, não pedi por nada, apenas agradeci. Agradeci pela minha viagem, a realização de um sonho, e pelas pessoas especiais, verdadeiros anjos da guarda, que encontrei na minha jornada pelo país da bota.

Independente de sua religião, as igrejas na Itália são verdadeiras obras de arte. Algumas não tão bem conservadas, mas outras, extremamente ricas artisticamente. Com estilos diferentes ou mesmo quando são iguais, nunca são a mesma coisa.

Portanto, meu conselho é visitar todas que você puder, pois você nunca sabe qual pode te surpreender.

Algumas não achei nada de especial. Outras me surpreenderam. Muitas me conquistaram. Em algumas, eu me emocionei. E em outras, chorei igual criança.

E a fé que se presencia nas igrejas? É de arrepiar e algo que sempre me surpreende, impressiona e maravilha!

Amar por Una lucciola...

Amar

Não, eu não conheci nenhum ragazzo e nem fui lá a procura disso. E tolos daqueles que pensam que o amor existe somente nessa forma.

Eu amei com todas as letras e de todas as formas, tudo o que eu vivi nos meus 28 dias em solos italianos. Amei as pessoas que eu conheci, desde aquelas que faziam curso comigo e via todos os dias até outras que passaram de forma breve em minha estadia.

Amei cada cidade, cada monumento, cada canto, cada esquina dos lugares que eu passei (bem, salvo algumas exceções em Milão, rs). Amei cada passeio, cada caminhada sozinha ou acompanhada pelas ruas estreitas, cada viagem de trem, cada gelato e até mesmo as refeições sozinha. Amei cada pedaço da história milenar, da cultura e da vida italiana.

Amei ter tido a oportunidade de viver o que eu vivi! Amei deixar o Brasil uma pessoa e voltar outra, bem diferente!

Portanto, posso não ter tido a mesma experiência de Elizabeth Gilbert, que passou um ano em busca do auto-conhecimento, nem sequer ter lido todo seu livro. Mas posso dizer que, sim, eu também comi, rezei e amei.

E talvez de formas tão intensa e bela quanto ela :)

Foto: Capa do livro em italiano (Reprodução)

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2 comentários sobre “Comi, rezei e amei

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